Dúvidas comuns sobre o ultrassom gestacional

Muitas mães ficam ansiosas pelo primeiro ultrassom e têm muitas dúvidas sobre esse exame. O ultrassom é capaz de gerar imagens nítidas o suficiente para que um profissional bem treinado e experiente possa acompanhar o desenvolvimento do bebê e para que várias malformações sejam identificadas.
Leia o nosso post para entender tudo sobre esse exame.
O ultrassom, dependendo da fase da gestação e de seu objetivo, pode receber as denominações, abaixo discriminadas:
O embrião pode ser identificado a partir da 6ª semana de gravidez; daí, até a 13ª semana, a medida do comprimento da cabeça até as nádegas (CCN) pode ser usada para determinar o tempo de gravidez, com um erro pequeno, de menos de uma semana.
A partir do segundo trimestre, o CCN é substituído por uma série de medidas (cabeça, fêmur, abdome, etc). Apesar de trabalharmos com a média dessas medidas (Biometria Fetal), ainda podemos ter uma margem de erro entre 7 e 10 dias, que, a partir da 30ª semana (3o trimestre), chega à 2,5 semanas. Assim, quanto mais precoce o exame, mais preciso o cálculo da idade gestacional.
O primeiro ultrassom, o transvaginal, deve ser feito entre a 6ª e a 13ª semana de gravidez. Nessa época, o embrião/feto já costuma ser visualizado e é possível calcular com precisão o tempo de gravidez.
Não. O ultrassom utiliza uma frequência sonora superior àquelas que o ouvido humano, seja adulto ou feto, conseguem perceber e é um método diagnóstico considerado extremamente seguro para a mãe e para o bebê e mesmo se realizado em todas as consultas, não gera qualquer dano. Mesmo o ultrassom transvaginal, além de não ser doloroso para a mãe, é inofensivo ao bebê.
O ultrassom morfológico, realizado entre a 12ª e a 14ª semana e repetido no segundo trimestre, entre a 20ª e a 24a semana, permite a identificação de cerca de 90% das malformações, como o lábio leporino, alterações cardíacas, alterações do esqueleto fetal, hidroencefalia, além de ajudar no rastreio de síndromes cromossômicas, tais como a Síndrome de Down. O ultrassom em 3D/4D pode, então, ser realizado para confirmar e mensurar tais alterações.
Por mais sofisticado que o ultrassom seja, ele não é capaz de detectar todas as malformações. Cerca de 10% só serão descobertas, na hora ou após o nascimento. E isso não depende da experiência e do treinamento de quem realizar o ultrassom, mas sim do tipo da malformação que pode não ser visualizado na imagem ultrassonográfica — como lesões na pele ou problemas no funcionamento de algum órgão.
A diferenciação do bebê em menina ou menino só começa a ocorrer a partir da 11ª semana. Antes disso, os genitais externos são muito parecidos.
No início, há uma pequena diferença na inclinação de uma estrutura chamada tubérculo ou apêndice. Se o médico sugere o sexo, nessa época, a chance de erro é de até 20%. Após esse período, a posição do bebê pode impedir que a genitália seja vista. Outras condições podem prejudicar a obtenção de uma boa imagem, tais como a obesidade materna e o número de fetos presentes (gêmeos). De qualquer forma, em geral, a chance de acerto depende da qualidade do equipamento utilizado para o exame e da habilidade e experiência do profissional.
Recomendam-se pelo menos quatro ultrassons durante a gravidez, incluindo o primeiro transvaginal, dois morfológicos e um terceiro ultrassom, no terceiro trimestre, que identifica alterações específicas dessa época, em relação ao crescimento do bebê, à placenta e à quantidade de líquido amniótico. Mas cada gestação tem as suas peculiaridades e apenas o obstetra pode determinar quantos ultrassons serão necessários.
O uso do ultrassom auxilia muito o médico na realização do pré-natal, seja acompanhando o desenvolvimento do bebê ou diagnosticando previamente alterações que devem ser verificadas e até corrigidas antes e/ou no momento do nascimento.
Ainda tem alguma dúvida sobre o ultrassom? Escreva pra gente, aqui nos comentários!
A CordVida produz o conteúdo desse blog com muito carinho e com o objetivo de divulgar informações relevantes para as futuras mães e pais sobre assuntos que rondam o universo da gravidez. Todos os artigos são constituídos por informações de caráter geral, experiências de outros pais, opiniões médicas e por nosso conhecimento científico de temas relacionados às células-tronco. Os dados e estudos mencionados nos artigos são suportados por referências bibliográficas públicas. A CordVida não tem como objetivo a divulgação de um blog exaustivo e completo que faça recomendações médicas. O juízo de valor final sobre os temas levantados nesse blog deve ser estabelecido por você em conjunto com seus médicos e especialistas.