Gravidez

Mitos e verdades sobre a fertilidade feminina

A fertilidade feminina é um assunto delicado que pode envolver a divulgação de muitas informações que são verdadeiras, mas outras que são mitos que afastam ainda mais as mulheres da tranquilidade de engravidar sem grandes preocupações.

Conheça um pouco mais sobre o assunto e descubra alguns mitos e verdades sobre a fertilidade feminina.

O uso de anticoncepcional pode aumentar a dificuldade de engravidar

Mito. As pílulas anticoncepcionais são medicamentos que sofreram muitas melhorias, com o passar dos anos, tanto na sua composição, quanto na quantidade de hormônios. As primeiras pílulas elaboradas pela indústria farmacêutica alteravam significativamente o desejo sexual da mulher, além de interferir na sua fertilidade, pois apresentavam uma alta concentração de hormônios.

As pílulas atuais são desenvolvidas com uma quantidade baixíssima de hormônios, que afetam muito pouco a fertilidade feminina. Muitas mulheres, inclusive, engravidam imediatamente após interromper o uso de seus anticoncepcionais, já que, hoje em dia, sabemos que esses medicamentos ajudam a tratar algumas doenças relacionadas à infertilidade, tal como a endometriose.

Mulheres com “ovário policístico” não engravidam

Mito. O “ovário policístico” é uma situação que pode prejudicar a fertilidade, já que está relacionado à problemas hormonais que interferem no processo de ovulação. Porém, o diagnóstico de “ovário policístico” não deve ser uma sentença de infertilidade eterna para a mulher, pois hoje já existem tratamentos específicos para cada uma de suas causas.

Abortos frequentes podem dificultar a engravidar

Verdade. Se a mulher engravidou por diversas vezes e acabou sofrendo abortos frequentes e sem justificativa aparente, essa situação pode apontar para um problema mais sério e que deve ser diagnosticado e tratado.

Quando alguma infecção genital é identificada, o tratamento é necessário para que ela não afete a capacidade da mulher de engravidar, pois, se não tratado, o problema pode avançar e influenciar na saúde do útero, das trompas ou dos ovários, prejudicando significativamente sua fertilidade.

Quanto mais avançada a idade da mulher, mais difícil é engravidar

Verdade. Ao longo da vida da mulher, a cada ciclo menstrual, ela vai perdendo uma certa quantidade de óvulos. Além disso, os óvulos também envelhecem junto com a mulher, tornando cada vez mais comum a ocorrência de abortos ou a geração de fetos com alterações cromossômicas. O ideal, para se tentar uma gravidez, é até os 35 anos.

A endometriose impede a mulher de engravidar

Mito. A endometriose é uma condição clínica que, por muito tempo, impediu as mulheres de engravidar. Porém, apesar de exigir tratamentos específicos e ser de controle difícil, é possível que uma mulher com endometriose possa engravidar normalmente.

Alguns tratamentos hormonais e cirúrgicos têm sido efetivos na cura da doença, em graus mais leves. Para quadros mais graves da endometriose, a reprodução assistida deve ser considerada.

A infertilidade é mais comum na mulher

Mito. Muitas pessoas acreditam que quando um casal não consegue engravidar a culpa é sempre da infertilidade feminina. Essa situação, entretanto, só acontece em 30% dos casos. O resto da porcentagem é dividida entre os homens (30%), o casal (30%) e causas indeterminadas (10%). A mulher que não apresenta problemas de saúde ginecológicos ou avanço de idade pode tentar engravidar normalmente, mesmo que precise da ajuda de técnicas alternativas de fecundação.

Esses são só alguns dos vários mitos e verdades que rondam a temática da fertilidade feminina. Você conhece outras informações relacionadas a esse tema e gostaria de saber se são verdade ou mito? Deixe seu comentário, no espaço abaixo ou entre em contato com a gente!

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    Dra. Cintia Santos Cardoso de Castro

    Dra. Cintia Santos Cardoso de Castro

    (CRM: 522263RJ)
    Graduação em Medicina – Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro – RJ e Residência Médica, em Ginecologia e Obstetrícia, no Hospital Geral de Bonsucesso – RJ;
    Médica assistente da 33a Enfermaria da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro (Maternidade) – Serviço do Professor Jorge de Rezende, de 1992 a 2000;
    Médica ginecologista/obstetra do IASERJ, de 1994 até a presente data.

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