Criança

Calendário de vacinas: o que tomar no primeiro ano de vida?

No primeiro ano de vida, o sistema imunológico do bebê está em processo de desenvolvimento. Por isso, é importante que a mamãe fique atenta ao calendário de vacinas e não se esqueça de nenhuma para que seu pequeno possa crescer bastante saudável e imune a diversas doenças.

O calendário vacinal sofreu algumas modificações em 2016. Além disso, existem variações nos nomes das vacinas e associações dentre as as vacinas em clínicas particulares e no posto de saúde. Consulte seu médico.

Para te ajudar, preparamos uma lista com as vacinas que estão indicadas no primeiro ano de vida do seu filho. Anote aí:

1º mês

  • BCG (única dose): deve ser tomada em única dose até uma semana de vida, porém em geral são feitas ao nascer. A vacina, que deve ser aplicada no braço direito, é indicada para evitar tuberculoses graves e contém bactérias vivas enfraquecidas. O bracinho do seu bebê se recuperará em 6 a 10 semanas, ficando um nódulo de cicatriz devido à reação.
  • Hepatite B (1ª dose): seu bebê ficará protegido da hepatite B, um subtipo de hepatite que se dá devido a uma infecção causada por vírus e que pode acontecer em qualquer época da vida. A vacina é produzida a partir de componentes do próprio vírus que provoca a doença e é injetada na coxa. Para que os efeitos desejados ocorram, ela deve ser administrada em 3 doses.

2º mês

  • Hepatite B (2ª dose): a segunda dose é aplicada 30 dias após a primeira.
  • DTP (1ª dose): a DTP, vacina que protege o bebê contra a difteria, o tétano e a coqueluche, é produzida com toxinas inativas do tétano e da difteria e de componentes da bactéria que causa a coqueluche. Infelizmente, seu filho vai sofrer com um pouco de febre, dor e irritação, mas as reações costumam ser mais leves. Será ministrada na coxa, em 3 doses, além de 2 reforços.
  • HIB (1ª dose): a HIB, hemófilos do tipo B, protege da bactéria Haemophilus B, que causa doenças bem graves, como pneumonia, epiglotite (inflamação na glote que deixa a criança com falta de ar), meningite e infecções generalizadas. A vacina é desenvolvida com partes da bactéria e deve ser administrada em 3 doses, depois em 2 reforços.
  • Pólio (1ª dose): a criança fica protegida contra a paralisia infantil. Há dois tipos de vacina: a primeira (VOP), aquela famosa da campanha do Zé Gotinha, é ingerida via oral e produzida com o vírus vivo (Sabin ou trivalente oral), uma dose é igual a 2 gotas. A injetável (VIP) é produzida com o vírus inativo (Salk), e devem ser tomadas 3 doses e depois em 2 reforços com a VOP aos 15 meses e 4 anos..
  • Rotavírus (1ª dose): essa vacina protege do rotavírus humano, que frequentemente provoca diarreia em crianças. Ela é administrada via oral e em 2 doses.
  • Pneumocócica conjugada (1ª dose): protege da bactéria pneumococo, que provoca diversas doenças, entre elas a pneumonia, infecção generalizada e meningite. É produzida a partir de 13 sorotipos da bactéria (13 sorotipos apenas no consultório ou clínicas de vacinação particulares, no posto de saúde a vacina tem apenas 10 sorotipos) é ministrada em 3 doses e 1 reforço.

3º mês

  • Meningocócica C (1ª dose): previne uma infeção grave, a meningite meningocócica, provocada pela bactéria meningococo C. Deve ser administrada em 2 doses e 1 reforço.

4º mês

  • DTP (2ª dose): deve ser tomada após 60 dias da primeira dose.
  • HIB (2ª dose): deve ser tomada após 60 dias da primeira dose.
  • Pólio (2ª dose): deve ser tomada após 60 dias da primeira dose.
  • Rotavírus (2ª dose): deve ser tomada após 30 dias da primeira dose.
  • Pneumocócica conjugada (2ª dose): deve ser tomada após 60 dias da primeira dose.

5º mês

  • Meningocócica C (2ª dose): a segunda dose deve ser tomada após 60 dias da primeira.

6º mês

  • Influenza (1ª dose): protege a criança contra alguns tipos de vírus que causam a gripe. É produzida com o vírus morto e deve ser aplicada em 2 doses a partir de 6 meses, depois será repetida anualmente.
  • Hepatite B (3ª dose): a terceira dose deve ser tomada após 60 dias da segunda.
  • DTP (3ª dose): deve ser tomada após 60 dias da segunda dose.
  • HIB (3ª dose): deve ser tomada após 60 dias da segunda dose.
  • Pólio (3ª dose): deve ser tomada após 60 dias da segunda dose.
  • Rotavírus (3ª dose): 60 dias depois da segunda dose – este reforço é feito apenas em consultórios ou clínicas particulares, nos postos de saúde não é feito.
  • Pneumocócica conjugada (3ª dose): deve ser tomada 60 dias depois da segunda.

7º mês

  • Influenza (2ª dose): deve ser tomada após 30 dias da primeira dose.

9º mês

  • Febre amarela (única dose): é desenvolvida a partir do vírus enfraquecido e é mais indicada para quem visita ou mora em áreas de risco. Seu reforço deve ser tomado a cada 10 anos.

1 ano

  • Meningocócica C (dose de reforço): deve-se tomar apenas um reforço após as 2 doses ministradas.
  • SCR (1ª dose): protege de três infecções virais, a caxumba, o sarampo e a rubéola, e é produzida com vírus vivos. São 2 doses, a primeira aos 12 meses de vida e a segunda entre 4 e 6 anos de idade.
  • Varicela (1ª dose): protege de uma infecção viral grave, a varicela, que provoca a formação de vesículas por todo o corpo, com febre alta e queda do estado geral.*
  • Hepatite A (1ª dose): protege da hepatite A, uma infeção provocada por vírus que causa infecção grave e aguda no fígado. É produzida a partir do vírus inativo e a segunda dose deve ser dada depois de 6 meses.*

*No novo calendário do ministério da saúde, estas 2 vacinas aparecem aos 15 meses, mas podem ser feitas a partir dos 12 meses em clínicas de vacinação.

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