Gravidez

Visão do bebê: como é este desenvolvimento?

Já no nascimento, os bebês têm toda a estrutura biológica da visão formada, mas ainda precisarão de tempo para aprender a usar os olhos. Eles nascem com pouca acuidade visual e só conseguem enxergar pessoas e objetos que estejam entre 20 e 30 centímetros de distância. Manter o foco também é um problema, já que eles ainda não controlam a movimentação dos olhos, o que faz com que fiquem vesguinhos com frequência. Mas o desenvolvimento da visão do bebê é rápido e gradual e em oito meses os olhos já estão bem treinados e são capazes de ver quase tão bem quanto um adulto em termos de clareza e profundidade.

Saiba mais sobre o desenvolvimento da visão do bebê:

A visão do bebê nos primeiros três meses

Nos primeiros três meses o desenvolvimento da visão do bebê é muito rápido e seu alcance aumenta gradualmente. No fim desse período ele já consegue enxergar a uma distância de 50 centímetros. Até os dois meses ele já aprendeu a focalizar os dois olhos ao mesmo tempo e assim já consegue acompanhar um objeto em movimento com o olhar.

Apesar de enxergarem as cores, nos primeiros dois meses eles têm dificuldades para distinguir as que são parecidas e por isso preferem objetos de cores que contrastem mais ou que sejam preto e branco. Mas no terceiro mês eles já são capazes de diferenciá-las e demonstram sua preferência por objetos de cores primárias e de tons mais fortes, como o vermelho e o verde.

A visão do bebê dos quatro aos sete meses

É a partir dos quatro meses que o bebê começa a desenvolver a noção de profundidade visual, percebendo com mais facilidade o que está perto ou longe. É nessa etapa que ele aprende a pegar com mais precisão óculos, brincos, cabelos e qualquer objeto no rosto ou colo de quem o carrega.

Nesse período ele também já é capaz de ver objetos bem pequenos e acompanha com mais facilidade o movimento deles. Por volta dos cinco meses ele já é capaz de reconhecer um objeto vendo apenas uma parte dele, o que torna a brincadeira de esconder coisas muito divertida. Ele já aprendeu a distinguir cores básicas que são parecidas e começa a perceber a diferença entre os tons pastéis.

A visão do bebê a partir dos oito meses

A partir dos oito meses o bebê já enxerga quase tão bem quanto um adulto. A cor dos seus olhos já está praticamente definida, embora possa ter algumas mudanças até os três anos de idade. Apesar de sua visão de perto ainda ser melhor que a de longe, ele já pode distinguir e reconhecer uma pessoa que esteja no lado oposto de uma sala, por exemplo.

Cuidados com a visão do bebê

Todo recém-nascido deve fazer o teste do olhinho, também chamado de teste do reflexo vermelho. Esse exame é muito simples, indolor e feito preferencialmente ainda na maternidade. Faz parte da triagem neonatal, assim como o teste do pezinho e da orelhinha, e permite identificar se o bebê tem algum problema congênito nos olhos, como catarata, glaucoma, traumas de parto, retinoblastoma, etc. Se o seu bebê não fez o exame na maternidade, converse com o pediatra para que ele faça a avaliação.

É muito difícil os pais conseguirem perceber sozinhos problemas visuais na criança, mas algumas observações podem ajudar a esclarecer dúvidas nas consultas de rotina. Se após os cinco meses o seu bebê ainda fica muito estrábico a maior parte do tempo ou se tem dificuldades para seguir objetos, por exemplo, converse com o pediatra.

Como estimular a visão do bebê

A coisa mais interessante para o bebê nos primeiros três meses é o rosto da mãe. Converse com ele bem de perto para que ele possa te ver e observar seus traços. À medida que ele for crescendo, use objetos e brinquedos de cores e formatos variados para estimular sua visão. Faça movimentos na horizontal e na vertical para que ele acompanhe.

Esperamos que esse post tenha esclarecido suas dúvidas sobre a visão do bebê. Leia também nosso post que traz 4 pesquisas sobre células-tronco para ficar de olho!

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    Dra. Mariana Mader Pires de Castro

    Dra. Mariana Mader Pires de Castro

    (CRM: 876879RJ)
    Graduação em Medicina pela Universidade Estácio de Sá;
    Residência Médica em Pediatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);
    Residência Médica em Endocrinologia Pediátrica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);
    Certificado de Atuação na Área de Endocrinologia Pediátrica (CAAEP)- RJ; Mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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