Criança

Como deve ser o acompanhamento do pediatra no primeiro ano do bebê?

Você sabia que é importante levar seu filho ao pediatra mesmo quando ele está saudável? Essas consultas são chamadas de puericultura e têm o objetivo de conferir como anda o desenvolvimento da criança e tirar as dúvidas que você possa ter sobre qualquer tema. No primeiro ano de vida do bebê, como as mudanças são muitas, esse acompanhamento com o pediatra precisa ser bem de perto!

Quer descobrir mais detalhes sobre esse acompanhamento, o número de consultas recomendadas e para que elas servem? Confira o nosso post!

O que é puericultura?

A consulta de puericultura visa promover a saúde do bebê, da criança e do adolescente, detectando precocemente qualquer alteração e instruindo os pais quanto à prevenção de doenças. O tempo dessas consultas é bem maior do que o normal, já que o objetivo não é apenas diagnosticar e prescrever algum medicamento, mas aproximar o pediatra da sua família, permitindo que ele conheça a dinâmica da casa e das relações familiares.

O que eu posso discutir durante essas consultas?

Absolutamente tudo o que você quiser. Principalmente no caso das mães de primeira viagem, é normal ter muitas dúvidas mesmo. Pode relatar os problemas que está tendo com a amamentação, dúvidas na hora de introduzir novos alimentos, a preocupação com a ocorrência de acidentes e como proteger a casa, quando viajar com o bebê, qual o melhor carrinho, como lidar com todas as visitas para conhecer o recém-nascido, o melhor horário pro bebê ir pra cama, o contato com os irmãos e os animais domésticos, o surgimento dos dentinhos e questionamentos sobre o desenvolvimento do bebê — quando ele vai começar a sentar, engatinhar, andar, falar, etc. —, entre muitos outros temas.

O que o pediatra vai querer saber?

O pediatra vai checar principalmente o desenvolvimento físico e psicomotor do bebê. Isso significa avaliar o ganho de peso e de comprimento e conferir se as habilidades estão evoluindo como esperado, ou seja, a época em que a criança começou a passar objetos de uma mão para outra, quando ela começou a rolar e a sentar, quais as brincadeiras que ela mais gosta, etc.

Com que frequência o bebê deve ir ao pediatra no primeiro ano?

No primeiro mês, o bebê deve ir ao pediatra três vezes: no 5º dia de vida (em alguns casos), no 15º dia e ao completar 1 mês. Do 2º ao 6º, as consultas são mensais. Já no segundo semestre, a cada 2 meses, ou seja, no 8º, no 10º e no 12º mês de vida. Há quem defenda também uma visita extra ao pediatra antes do bebê nascer para preparar os pais para a chegada da criança.

Vale lembrar que essas consultas devem continuar ocorrendo até o final da adolescência, mas numa frequência menor, então, é importante escolher um pediatra que você confie e se sinta segura para relatar qualquer problema que surja.

Para que tantas consultas?

No primeiro ano de vida, o bebê triplica de peso, ganha 25 cm de altura, começa a falar e até dá os primeiros passinhos. São muitas mudanças em pouco tempo, então, para ter certeza de que tudo está indo bem é preciso todas essas consultas.

Parece exagero, mas a primeira infância pode influenciar o resto da vida da criança. É nessa época que o seu filho cria seus hábitos de alimentação e de sono e já ganha alguns fatores de risco para diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares — bebês acima do peso têm um risco maior de se tornarem adultos obesos. O acompanhamento pediátrico reduz também o risco de internações, já que doenças crônicas como cardiopatias, alergias e asma serão mais bem controladas.

Já deu para perceber que um acompanhamento de perto com o pediatra é uma das decisões mais importantes para o seu bebê, não é mesmo? Baixe também o nosso e-book sobre as 10 decisões de hoje que impactam a saúde do seu filho amanhã e dê ao seu pequeno uma vida mais saudável e segura!

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    Dra. Mariana Mader Pires de Castro

    Dra. Mariana Mader Pires de Castro

    (CRM: 876879RJ)
    Graduação em Medicina pela Universidade Estácio de Sá;
    Residência Médica em Pediatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);
    Residência Médica em Endocrinologia Pediátrica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);
    Certificado de Atuação na Área de Endocrinologia Pediátrica (CAAEP)- RJ; Mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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