Gravidez

Entenda o que é a gravidez ectópica, seus sintomas e causas

Você já ouviu falar em gravidez ectópica? Diferente de uma gravidez usual e saudável, que se inicia quando o óvulo fertilizado se prende ao revestimento do útero, na gravidez ectópica esse óvulo se fixa fora da cavidade uterina (nas trompas, no colo do útero, nos ovários ou na parte interna do abdômen).

Para saber mais dessa condição, suas causas e seus sintomas, acompanhe o nosso texto. Informação nunca é demais!

Gravidez ectópica: o que é?

A gravidez ectópica ocorre em cerca de 2% das gestações espontâneas ou in vitro. Infelizmente, quando um óvulo fertilizado se implanta fora do útero, a gravidez não é viável, já que o feto não é capaz de se desenvolver adequadamente. Apesar de não ser uma situação comum, é muito traumática, envolta em angústia e tristeza

Em uma gestação saudável e dentro da normalidade temos primeiro a ovulação, seguida do caminho feito pelo óvulo até uma das trompas de Falápio onde esse óvulo encontra com o espermatozóide e acontece a fecundação, a posterior migração desse óvulo fecundado para, enfim, se implementar na parede uterina.

Já em uma gravidez ectópica esse processo acaba se alterando. Ao invés de percorrer o caminho completo até o útero, o óvulo acaba se fixando antes: em 98% das vezes, essa implantação acontece na parede de uma das trompas e nos outros 2% em um dos ovários, no colo do útero ou na cavidade abdominal. 

Sintomas da gravidez ectópica

Para dificultar ainda mais a situação – que por si só já é bastante angustiante – os sintomas iniciais da gravidez ectópica costumam se assemelhar aos sintomas de uma gravidez saudável, entre eles o atraso da menstruação, os seios aumentados, um volume urinário frequente e os tradicionais enjoos do primeiro trimestre.

Além disso, se um teste de gravidez for realizado, ele terá um resultado positivo (o que torna, claro, o episódio ainda mais traumático). 

O mais comum, entretanto, é que os primeiros e principais sintomas da gravidez ectópica demorem para aparecer, acontecendo entre a 6ª e a 8ª semanas. Atraso menstrual, sangramento vaginal e dor abdominal são os sinais característicos da gravidez ectópica que costumam levar a mulher a procurar atendimento médico.

O sangramento vaginal e a dor abdominal são os sintomas que mais causam um impacto no dia a dia da mulher. Apesar de raramente ser intenso, o sangramento vaginal é constante e de um vermelho mais vivo ou escuro. A dor durante a relação sexual também pode surgir.

Já a dor abdominal varia sua intensidade de acordo com a evolução da doença. Inicialmente é uma dor que se localiza, mesmo que difusa, no local onde ocorreu a implantação do óvulo. Conforme a doença evolui, a dor se intensifica.

Quando a gravidez ectópica ocorre em uma das trompas, pode haver ruptura da tuba uterina e sangramento acentuado. Nesse caso, a dor abdominal costuma ser intensa pois o peritônio – a membrana que envolve os órgãos de dentro do abdômen – acaba inflamando. 

Outros sinais recorrentes na mulher que apresenta uma gravidez ectópica são abdômen inchado, dor durante as relações sexuais, localização de massa pélvica palpável (quando a gestação já está bem avançada) e, em quadros graves, choque hemorrágico que pode levar a aumento da frequência cardíaca, perda de consciência e pressão baixa.

Se três ou mais desses sintomas estão te incomodando, a indicação é consultar um médico o quanto antes para ser avaliada!

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Causas e fatores de risco

As principais causas da gravidez ectópica dizem respeito a infecções, inflamações ou alterações anatômicas nas trompas uterinas – situações que dificultam a migração do óvulo até o útero.

Os fatores de risco que foram identificados até hoje são diversos. Além das infecções e inflamações das trompas de Falópio, também merecem atenção as seguintes condições:

  • Gravidez ectópica prévia;
  • Cirurgia em uma das trompas;
  • DIU deslocado;
  • Tabagismo;
  • Alcoolismo;
  • Laqueadura tubária;
  • Tratamentos para infertilidade;
  • Infecção por gonorreia ou clamídia;
  • Cirurgia pélvica ou abdominal;
  • Gravidez anterior aos 18 anos de idade.

É importante ter em mente que a presença das condições citadas acima, apesar de aumentar a chance de uma gravidez ectópica, não determina a sua manifestação. Então, antes de se desesperar, procure orientação médica!

Diagnóstico de gravidez ectópica

O diagnóstico de gravidez fora do útero dificilmente consegue ser afeito apenas pela descrição dos sintomas da paciente. Embora eles auxiliem, um diagnóstico mais preciso só é obtido através de ultrassonografia vaginal aliada a um exame ginecológico e exames de sangue.

No caso de um exame de gravidez positivo mas uma gestação que parece não evoluir, sugere-se uma investigação para que a condição seja descartada.  Com a ultrassonografia, o objetivo é localizar o embrião. Com o exame de sangue, é medir a quantidade do hormônio hCG (gonadotrofina coriônica humana), produzido pela placenta no início da gestação.

Em alguns casos, para que o diagnóstico seja confirmado, pode ser solicitada a realização da laparoscopia. Esse procedimento – que consiste na inserção de um tubo de feixes de fibra ótica através de uma pequena incisão abaixo do umbigo – possibilita a visualização direta da cavidade analisada. 

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Tratamento

Para evitar a ruptura dos tecidos onde o embrião se fixou (e uma posterior hemorragia), o tratamento mais indicado consiste na remoção deste embrião conjuntamente com o órgão afetado– no caso da trompa e do ovário. Nos casos em que a gravidez ectópica é abdominal e a gravidez já se encontra avançada, um parto antecipado pode ser cogitado. 

Se a gravidez ocorrer na trompa e for diagnosticada no início, a utilização do medicamento metotrexato também pode ser cogitada. Essa medicação age regredindo a gravidez e fazendo com que a cirurgia para a remoção da trompa não seja necessária.

Mas é preciso saber que apenas um médico qualificado é capaz de decidir pelo tratamento adequado, observando os sintomas da paciente e analisando os exames solicitados.

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    Dra. Juliana Torres Alzuguir Snel Corrêa

    Dra. Juliana Torres Alzuguir Snel Corrêa

    (CRM: 5279398-1)
    Residência Médica em Ultrassonografia Obstétrica e Geral;
    Ginecologia Infanto Puberal (criança e adolescente);
    Atua como ginecologista obstetra há 12 anos.

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