Curiosidades da gravidez

Aprenda como fazer o planejamento financeiro para grávidas

A notícia da chegada de um bebê é um momento de muitas emoções para toda a família. Mas como toda nova fase da vida, esse também é um momento em que é preciso ajustar as finanças para não comprometer a renda familiar com endividamentos. O ideal é que o planejamento financeiro para grávidas seja feito antes mesmo do pré-natal, quando a mulher decide que quer engravidar e começa os primeiros exames e cuidados para a concepção. Assim, você pode incluir em seus planos algumas providências financeiras básicas que vão do aumento dos custos com o plano de saúde até o ajuste do orçamento doméstico após a licença-maternidade.

Também é preciso prever os impactos financeiros durante toda a gestação. Ao longo dos nove meses em que o bebê cresce na barriga da mãe, há um aumento nas despesas com alimentação, exames médicos, troca de vestuário para acomodar a barriga, etc. E, claro, é preciso prever todos os preparativos do enxoval e para o quartinho do novo membro da família que está a caminho.

Neste post vamos listar algumas dicas valiosas para que você possa fazer um bom planejamento financeiro para grávidas e garantir uma gestação economicamente tranquila. Confira!

Priorize os gastos com saúde

Se você decidiu que quer engravidar e quer ter uma assistência médica para o pré-natal fora do Sistema Único de Saúde (SUS), o primeiro item do seu planejamento deve ser o aumento de gastos com o plano privado de saúde. Afinal, mesmo antes de engravidar você terá um aumento nos custos do plano com exames e consultas pré-natal, especialmente se seu plano prevê coparticipação.

Dica: 5 exames que uma mulher deve fazer antes de engravidar

Se você ainda não tem um plano de saúde e quer contratar um, saiba que a maioria dos planos tem um tempo de carência para o parto — em média 14 meses após a contratação. Por isso, é importante iniciar o quanto antes esse planejamento e incluir nos gastos fixos domésticos mais essa despesa.

No seu planejamento médico também não podem faltar os custos com o plano de saúde do bebê. Pesquise se é possível incluí-lo no plano familiar logo após o nascimento ou se será necessário contratar um plano individual.

Tenha uma reserva financeira para imprevistos

Também é importante pensar em imprevistos. A gestação é um período delicado para a saúde da mulher e pode surgir a necessidade da contratação de outros profissionais para garantir o bem-estar da futura mamãe, como fisioterapeutas e psicólogos.

A maioria dos médicos também faz uma cobrança extra para o agendamento do parto, nos casos de cesárea, ou para acompanhar todo o trabalho de parto normal, caso ele não seja o plantonista no dia do nascimento do bebê. É possível prever esse custo específico ainda no pré-natal conversando com o obstetra que acompanha a gestação.

De toda forma, faça uma pequena poupança para assegurar que você tenha recursos financeiros em casos de imprevistos, sejam médicos ou de outra ordem.

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Corte despesas

Criar um filho até os 23 anos pode custar entre R$ 407 mil para as famílias de classe C e R$ 2 milhões para as de classe A, segundo um levantamento do Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (Invent), realizado em 2012.

Ainda que esse seja um período longo, a estimativa é que já na gestação há um aumento de 20% a 30% nos gastos familiares com os preparativos para a chegada do bebê. Assim, no curto prazo, cortar despesas é a decisão mais sensata para garantir mais renda e amortecer o aumento dos gastos.

Comece colocando todas as despesas no papel. Isso vai ajudá-la a visualizar onde é possível cortar ou reduzir gastos extras. Nessa hora, não busque as grandes despesas. Pequenos cortes no total gasto com a compra de cosméticos, roupas, frequência de jantares fora, por exemplo, quando somados já rendem uma boa economia para a poupança da gestação.

Outra dica é reduzir desperdícios com contas de consumo, como água, gás, luz, internet, telefone e TV a cabo. Sempre que possível, negocie pacotes mais econômicos desses serviços.

Dica: Moda gestante: aprenda como escolher peças confortáveis e naturais para o corpo!

Planeje a compra do enxoval

Segurar o impulso de comprar várias peças de roupas fofas para o bebê é muito importante para não implodir seu orçamento para o enxoval. Faça uma lista de compras pensando no que é realmente necessário para os primeiros meses de vida. Evite comprar muitos itens no tamanho RN, por exemplo. Seu bebê pode ser grande ou crescer rápido demais sem nem usar todas as peças que você comprou.

Uma boa dica é guardar parte do dinheiro da poupança destinada ao enxoval para novas compras após os quatro meses de vida. Dessa forma, você acompanha o crescimento dele sem gastos desnecessários com o vestuário.

Sempre que possível, prefira a compra à vista. Assim, você garante mais descontos nas compras de itens mais caros como berço, carrinho e bebê conforto, por exemplo.

Faça o chá de bebê

Esse é um item que tem que ser pensando com cautela. Reunir os amigos e parentes para celebrar a chegada do bebê pode ser uma forma gostosa de fazer economia, mas é preciso ficar atenta aos gastos com os preparativos. Se a festa custar mais que os presentes que você ganhar, esse objetivo foi por água abaixo.

Planeje o evento para antes da compra do enxoval. Desse modo você poderá excluir da sua lista os itens que já tiver ganhado. Os chás de fralda são uma boa opção também. Lembre-se de pedir tamanhos variados para que você possa fazer um estoque mais duradouro e reduzir perdas.

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Planeje as finanças para o período após a licença-maternidade

É preciso prever as finanças familiares também para o período após a licença-maternidade. Para algumas famílias os custos com uma babá ou uma escola particular não cabem no orçamento e as mães acabam deixando o mercado de trabalho por um período mais extenso para cuidar do bebê até que ele tenha idade para entrar em uma escola pública.

Se esse for o caso, é preciso também colocar no papel os impactos da redução da renda no orçamento doméstico. Ainda que se economize com um cuidador externo, é preciso considerar que o salário materno já não vai compor a renda familiar.

Dedicando tempo para fazer o planejamento financeiro, você terá uma gravidez e um pós-parto muito mais tranquilos para curtir ao máximo o seu bebê.

Quer mais dicas sobre chá de bebê? Leia também nosso post com 5 dicas para fazer um chá de fraldas de sucesso para o seu bebê.

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    Dra. Juliana Torres Alzuguir Snel Corrêa

    Dra. Juliana Torres Alzuguir Snel Corrêa

    (CRM: 5279398-1)
    Residência Médica em Ultrassonografia Obstétrica e Geral;
    Ginecologia Infanto Puberal (criança e adolescente);
    Atua como ginecologista obstetra há 12 anos.

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