Gravidez

10 dicas para a mulher saber quando está ovulando

Quando decidimos, em conjunto com o nosso parceiro, que é chegada a hora de começar a tentar ter um filho, nada pode parecer tão difícil quanto acertar quando é o período fértil. Por mais divertidas que as tentativas sejam, ter relações na época certa do mês aumenta a chance de sucesso, fazendo com que a gravidez ocorra mais rapidamente e o casal não sofra com a pressão, a ansiedade e a frustração de mais um mês sem um bebê. Por isso, o melhor para a mulher é saber quando está ovulando.

Como a mulher costuma liberar apenas um óvulo por mês e essa célula só se mantém viável por cerca de 24 horas, a janela de fertilidade do casal acaba sendo bem estreita e dependendo completamente do timing certo entre a ovulação e a relação sexual.

Apesar de todos conhecerem bem a teoria por trás do ciclo menstrual e da ovulação, determinar quando exatamente a ovulação ocorre não é tarefa fácil, mas alguns sinais físicos podem ajudar bastante a determinar esse momento de maneira mais eficiente e específica.

Quer descobrir algumas dicas para saber quando está ovulando e planejar as relações com o maridão? Não deixe de conferir nosso post com 10 dicas para a mulher saber quando está ovulando.

10 dicas para saber quando está ovulando

1. Conheça bem seu ciclo menstrual

Conhecer o funcionamento do ciclo menstrual é o primeiro passo para a mulher saber quando está ovulando. Antes de tudo, é bom saber que começamos a contar o ciclo a partir do primeiro dia de menstruação. Assim, se você ficou menstruada no dia 15, esse será o primeiro dia do ciclo.

Na primeira fase do ciclo, o útero está iniciando a preparação para a implantação do bebê, ficando com as paredes mais espessas e vascularizadas. Em um ciclo de 28 dias, isso ocorre pelas duas primeiras semanas, até por volta do 12º ao 15º dia do ciclo, quando um pico do hormônio luteinizante (LH), produzido pela glândula hipófise da mulher, provoca a ovulação — a liberação, por um dos ovários, de um óvulo para ser fecundado.

Esse óvulo fica viável por cerca de 24 horas enquanto caminha pela trompa em direção à cavidade uterina. Se, nesse caminho, um espermatozoide, que sobrevive até 72h dentro do corpo da mulher, consegue encontrar o óvulo, a fecundação ocorre e tem-se início a gravidez.

Quando a fecundação não ocorre, os níveis hormonais caem e provocam a descamação da parede uterina — a famosa menstruação —, 14 dias após a ovulação.

É claro que as datas exatas do período fértil variam de acordo com cada mulher, já que a duração do ciclo menstrual também é variável. A segunda fase do ciclo, ou seja, o período pós-ovulação, costuma ser o mais estável e ter realmente 14 dias de duração na grande maioria dos casos. Assim, se o ciclo tem 28 dias, a ovulação deve ocorrer no 14º dia. Considerando o tempo de vida dos espermatozoides e do óvulo, qualquer relação sexual entre o 12º e 15º dia do ciclo pode gerar uma gravidez.

Agora, se o ciclo da mulher costuma ter 35 dias, a ovulação deve ocorrer no 21º dia, 14 dias antes da próxima menstruação, e o período fértil seria entre o 19º e 22º dia.

Se você já está confusa com tantos números e contas e não sabe nem por onde começar — especialmente se o seu ciclo for todo irregular —, não se preocupe. Contar os dias na tabelinha não é tão seguro ou eficaz, seja na hora de evitar ou na hora de promover uma gravidez, e é por isso que vamos te dar mais dicas para descobrir o momento da ovulação.

Conheça o aplicativo Semanas de Gestação e companhe cada estágio da gravidez. Clique no banner abaixo e acesse gratuitamente!

10 dicas para a mulher saber quando está ovulando

2. Meça sua temperatura corporal

O pico do hormônio LH, aquele que é o responsável pela ovulação, também causa outras mudanças no corpo da mulher. Uma das mais fáceis de se identificar é uma discreta elevação na temperatura basal do organismo feminino, podendo ser observado até meio grau de diferença quando comparada ao período normal.

Como a elevação é discreta, o uso do termômetro é essencial para acompanhar essa mudança. No entanto, a temperatura axilar, que é a mais usada em nosso país, não é confiável o suficiente para detectar essa diferença, sendo indicado posicionar o termômetro sob a língua, logo pela manhã, antes de se levantar da cama.

Esse acompanhamento deve ser feito diariamente, a partir do primeiro dia do ciclo menstrual, para que seja fácil identificar uma mudança na temperatura ao longo de tal período.

Ainda assim, trata-se de um método muito pouco confiável já que muitas situações podem fazer com que a temperatura corporal aumente, por exemplo, o calor, uma virose, exercício físico e outros.

Dica: 7 dúvidas que podem surgir para a sua primeira consulta ao obstetra

3. Fique atenta a mudanças no muco cervical — produzido pelo colo do útero

É normal a mulher ter secreções vaginais durante todo o ciclo menstrual, porém, durante a ovulação, o muco cervical pode ter um aspecto diferenciado.

As alterações hormonais que levam à ovulação também fazem com que o muco cervical se torne mais volumoso, mais elástico e mais pegajoso, sem cheiro ou cor, com uma textura parecida com a de uma clara de ovo. A dica é sempre testar o muco cervical entre a ponta do polegar e do dedo indicador, associando o período fértil à época em que é possível gerar um fio de muco entre os dois dedos.

Algumas mulheres relatam essa alteração do muco cervical descrevendo que a vagina fica mais úmida, molhada e inchada durante o período fértil, mesmo quando não observam o muco em si.

Dica: Estou grávida, e agora? Conheça os primeiros cuidados

4. Preste atenção à sua libido

Seu desejo sexual aumentou significativamente de uns dias para cá? Isso também pode ser sinal de que você está ovulando. Como o período fértil está relacionado a uma enorme produção de hormônios, é natural que a libido aumente bastante durante a ovulação.

Isso também pode ser considerado uma reação totalmente instintiva do organismo, já que o corpo entende que toda ovulação deve ser fecundada e, por esse motivo, aumenta o estímulo sexual da mulher para procurar o parceiro. Assim, se você está com uma libido estranhamente aumentada durante alguns dias, é bom ficar atenta, pois essa pode ser a hora perfeita de tentar engravidar.

Dica: Sexo na gestação: verdades e mitos

5. Identifique dores ou sangramentos

Algumas mulheres sentem uma leve pontada no momento da ovulação, a chamada Mittelschmerz (do alemão, “dor do meio”, já que costuma ocorrer no meio do ciclo menstrual). A dor pode ser tão específica que essas mulheres conseguem inclusive identificar de qual dos dois ovários o óvulo foi liberado, de acordo com o lado da dor.

Em outros casos, as alterações hormonais da ovulação geram um pequeno sangramento, semelhante à menstruação, mas de volume bem menor. Em geral, as mulheres identificam apenas uma pequena mancha na calcinha, podendo até passar despercebida.

Descubra o que você pode fazer pela saúde do seu bebê antes mesmo do seu nascimento, clique no banner abaixo:

10 dicas para a mulher saber quando está ovulando

6. Comece a utilizar testes de farmácia para saber se está ovulando

Semelhante aos testes de gravidez, existem também os testes de farmácia para a ovulação. Esses testes detectam na urina da mulher o aumento dos níveis de LH associados à liberação do óvulo.

Além da praticidade de ser feito em casa e da alta confiabilidade do resultado, o teste é sensível o suficiente para identificar a ovulação com um dia de antecedência, dando tempo para o casal se planejar.

No entanto, como é necessário repetir o teste com frequência durante o ciclo para acertar o dia da ovulação e repetir o processo por muitos ciclos, todo esse processo acaba tendo um alto custo.

Dica: Exame de farmácia para teste de gravidez vale a pena?

7. Peça ao seu médico para fazer ultrassons seriados

Como é possível acompanhar o desenvolvimento do folículo ovariano que vai liberar o óvulo pelo ultrassom, a realização seriada desse exame de imagem permite um bom acompanhamento do ciclo da mulher e uma previsão certeira do dia da ovulação.

Para realizar esse diagnóstico, é necessário, então, que a mulher realize uma série de ultrassons endovaginais a partir do início do ciclo menstrual, com um intervalo de alguns dias entre os ultrassons.

Durante o exame, o médico vai acompanhar as fases do ciclo, observando as alterações nos ovários — que ganham mais volume à medida que os folículos vão inchando e se preparando para liberar o óvulo — e no útero, que ganha paredes mais espessas em preparação para a gravidez.

Quando o ovário parecer prestes a liberar o óvulo, o médico vai instruir o casal a aumentar a frequência de relações nos próximos dias para aumentar a chance de gravidez.

Dica: Tudo que você precisa saber sobre o ultrassom

8. Não subestime o período em que está menstruada

Apesar de ser mais raro, é possível engravidar ainda menstruada. Geralmente, isso ocorre entre mulheres com o ciclo pequeno, em torno de 22 dias.

Se você torceu o nariz e não entendeu nada sobre essa informação, nós explicamos: imagine que você ficou menstruada dia 1º e teve relações sexuais no dia 7, período em que ainda estava sangrando um pouco. Considerando que o espermatozoide sobrevive por até cinco dias, ele ainda poderá fecundar o óvulo que será liberado logo adiante.

Dessa forma, a sua gravidez vai ser concebida por consequência de uma relação que ocorreu quando você ainda estava menstruada. Vale lembrar, entretanto, que esses casos são mais raros e, geralmente, só ocorrem quando a mulher tem um ciclo menor.

Além disso, é importante não confundir a menstruação com o pequeno sangramento que algumas mulheres apresentam em outras etapas do ciclo. Se esse for o seu caso, o melhor é procurar um ginecologista.

Dica: Dificuldades para engravidar? Confira 6 métodos artificias que podem ser a solução!

9. Entenda o funcionamento dos anticoncepcionais

Quantas histórias você já escutou de mulheres que engravidaram tomando anticoncepcionais, não é mesmo? Apesar de ser um método seguro — já que ele inibe a ovulação e altera o endométrio e o muco cervical —, é possível que a mulher ovule tomando a pílula diariamente. Isso pode acontecer se a pessoa:

  • esquecer de tomar o remédio diariamente e no mesmo horário;
  • tomar medicamentos, alguns tipos de antibióticos, que diminuem a eficácia das pílulas. Por isso, é sempre importante informar aos médicos o tipo de anticoncepcional que você toma;
  • vomitar ou tiver diarreia até duas horas após ter ingerido o comprimido.

Vale lembrar, ainda, que a maioria dos remédios tem cerca de 1% de falha. Apesar de ser um método extremamente seguro, portanto, a gravidez ainda pode ocorrer em casos raros.

Entender esse processo é importante para conhecer o seu corpo — e, consequentemente, acertar a data do período fértil. No entanto, se você deseja engravidar, certamente o melhor a fazer é parar de tomar o anticoncepcional.

Nesse momento, engana-se quem pensa que é só largar a cartela no meio e pronto! Para garantir a sua saúde, e também a do seu futuro bebê, é preciso tomar alguns cuidados antes de parar de vez com os remédios. Entenda:

Pílula de progesterona e estrogênio

Se você toma os anticoncepcionais que combinam progesterona e estrogênio — aqueles que pedem uma pausa de sete dias —, o ideal é parar de tomar quando tiver completado uma cartela inteira.

A partir daí, você já estará apta para engravidar. No entanto, é possível que a sua menstruação atrase no mês seguinte, já que o seu corpo estava acostumado com os remédios.

Por isso, é essencial trabalhar o psicológico para não se frustrar com a expectativa de uma falsa gravidez. Tenha em mente que esses atrasos são normais após alguns anos de pílula. Assim, para evitar desgaste emocional, o ideal é começar a tentar engravidar de verdade somente quando vier a primeira menstruação após retirada do anticoncepcional.

Pílula sem intervalo

Já se você toma aquela pílula que não tem intervalo, à base de progesterona, você pode parar a qualquer momento. No entanto, assim como no caso anterior, o recomendado é que você comece a tentar engravidar de fato depois que a sua menstruação vier.

Porém, se por acaso você engravidar antes do sangramento, não se preocupe: não há risco nenhum para você ou para o bebê. Nesse caso, a única dificuldade será calcular a sua idade gestacional, já que o cálculo leva em consideração a data da última menstruação. Em todo o caso, fique tranquila, pois existe a possibilidade de fazer ultrassons e obter essa informação.

Anticoncepcional injetável

Quem toma injeções de longa duração — de um ou três meses — precisa segurar ainda mais a ansiedade. Isso porque, geralmente, as mulheres que fazem uso desse método demoram a ovular novamente.

No caso de injeções com duração de três meses, a ovulação costuma demorar até 6 meses para ocorrer. Já as de um mês podem atrasar ainda mais o período fértil.

Por isso, se você pensa em engravidar, o recomendado é parar com as injeções quanto antes — ou até mesmo trocar de método. Em todo o caso, é importante fazer um acompanhamento médico para evitar a ansiedade e, até mesmo, as frustrações.

Clique no banner para acessar o guia com 10 decisões na gravidez que impactam a saúde do seu bebê:

10 dicas para a mulher saber quando está ovulando

DIU

Quem usa métodos contraceptivos sem hormônios — como o DIU de cobre — costuma voltar a ovular imediatamente após a retirada do aparelho. Entretanto, as mulheres que utilizam o DIU com progesterona podem demorar um pouco mais (de um a dois meses).

Seja qual for o tipo do seu dispositivo, contudo, é importante marcar uma consulta com o seu médico e solicitar a remoção do aparelho caso decida engravidar.

Anel vaginal

Para não atrapalhar o seu ciclo menstrual, o aconselhável é retirar o anel vaginal na data programada e não colocar um novo. Assim como outros métodos hormonais, pode ser que você demore um pouco para ovular novamente. O ideal, portanto, é começar a tentar de verdade após a primeira menstruação natural.

Implante hormonal

Se você tem um implante hormonal, daqueles de aplicar no braço, o primeiro passo é procurar um médico para removê-lo. Feito isso, é provável que você comece a ovular rapidamente. É possível, inclusive, que você engravide antes mesmo da primeira menstruação. Para evitar frustrações, contudo, não aconselhamos ficar ansiosa demais.

Dica: Para ficar de olho: 7 doenças comuns e perigosas durante a gravidez

10. Ouça o seu corpo

Mudanças de apetite, mudanças nos hábitos intestinais, alterações de humor e aumento da autoconfiança podem ser alguns indicadores de que você está ovulando, mas só perceberá o padrão quando começar a procurá-lo e ficar mais atenta ao funcionamento do seu organismo.

Resumindo, fique sempre atenta a esses sinais:

Apesar das alterações listadas acima serem as mais comuns, cada corpo funciona de um jeito e, muitas vezes, só você será capaz de identificar os sinais que o seu organismo dá quando a ovulação ocorre.

Essas dicas costumam ajudar bastante muitos casais que querem engravidar, mas estão enfrentando algumas dificuldades. Embora, isoladamente, um sinal possa parecer bobo ou não confiável, quando usados em conjunto, você perceberá que eles realmente ajudam a determinar o momento da ovulação e que o seu corpo está praticamente gritando que essa fase está ocorrendo.

Se a sua menstruação atrasar, faça um teste. Entretanto, se der negativo, não desista! Continue tentando e conhecendo o seu corpo. Com a ajuda das nossas dicas, você vai conseguir, em breve, detectar a sua ovulação.

Se nada disso resolver, a recomendação é que se procure uma ajuda médica especializada para verificar a possibilidade de algum fator clínico estar interferindo na fertilidade.

Tenha em mente que há inúmeras razões para uma gravidez não ocorrer. Pode até ser que você esteja ovulando. No entanto, o seu corpo pode rejeitar os espermatozoides quando não há garantias da viabilidade da contracepção, por exemplo.

Dica: 8 filmes, séries e documentários que toda grávida deveria assistir

Por isso, jamais se desespere. Lembre-se de que vários casais encontram dificuldades no momento de engravidar. Na hora certa, porém, o bebê sempre vem! Assim, conheça o seu corpo e, se for o caso, mantenha a calma e procure um auxílio médico.

E aí, gostou do nosso artigo? Você já testou algumas das nossas dicas para a mulher saber quando está ovulando? Então ajude outras mulheres a conhecer os seus corpos e compartilhe este artigo em suas redes sociais!

Categorias: Gravidez

Tags: ,

Mais de 100.000 mães acompanham nosso conteúdo!

    Dra. Juliana Torres Alzuguir Snel Corrêa

    Dra. Juliana Torres Alzuguir Snel Corrêa

    (CRM: 5279398-1)
    Residência Médica em Ultrassonografia Obstétrica e Geral;
    Ginecologia Infanto Puberal (criança e adolescente);
    Atua como ginecologista obstetra há 12 anos.

    Caro Leitor,

    A CordVida produz o conteúdo desse blog com muito carinho e com o objetivo de divulgar informações relevantes para as futuras mães e pais sobre assuntos que rondam o universo da gravidez. Todos os artigos são constituídos por informações de caráter geral, experiências de outros pais, opiniões médicas e por nosso conhecimento científico de temas relacionados às células-tronco. Os dados e estudos mencionados nos artigos são suportados por referências bibliográficas públicas. A CordVida não tem como objetivo a divulgação de um blog exaustivo e completo que faça recomendações médicas. O juízo de valor final sobre os temas levantados nesse blog deve ser estabelecido por você em conjunto com seus médicos e especialistas.