Células-Tronco

Qual a relação entre criogenia e células-tronco?

Estar grávida hoje em dia ou ter uma gestante na família ou no círculo de amigos é sinônimo de se deparar com um bombardeio de informações para essa futura mamãe. Com tantos textos que circulam pela internet, é super comum você receber tudo o que é recomendado para você e o seu bebê na gestação e uma infinidade de dicas, links e afins. A vida já começa a mudar nos primeiros meses da gestação e você passa a conhecer termos e técnicas que nunca tinha ouvido falar — ou que já ouviu, mas não faz ideia do que se trata.

As intenções são sempre as melhores, todos querem que você saiba como não sentir dores, incômodos, que tenha acesso a todas as indicações de boa alimentação, estética, tranquilidade e o que há de melhor em relação à sua saúde e de seu filho.

Em relação a esse último assunto, muito se fala atualmente em criogenia e o processo de congelamento de células-tronco a partir do sangue ou do tecido do cordão umbilical, afinal, cerca de 80 tipos de doenças podem ser combatidas e/ou tratadas a partir desse rico material. Mas as dúvidas ainda são muitas sobre esse processo. Confira em nosso artigo um pouco mais sobre a relação entre criogenia e células-tronco:

Células-tronco: o que são e por que são especiais?

Células-tronco são células que têm a capacidade de dar origem a todos os tipos de células que formam os tecidos do corpo humano. Por esse motivo, as células-tronco são capazes de regenerar órgãos e tecidos, promovendo a sua recuperação.

As células-tronco do sangue do cordão umbilical são especiais primeiramente porque são capazes de dar origem a todas as células do sangue: as hemácias, os glóbulos brancos e as plaquetas. Já as células do tecido do cordão, chamadas mesenquimais, dão origem às células de alguns tecidos do corpo, como as articulações, os músculos e os ossos.

A coleta das células-tronco do cordão umbilical do seu bebê não é um procedimento invasivo, além disso, coletam-se células imaturas que exigem um grau menor de compatibilidade para o sucesso de um transplante, reduzindo as chances de rejeição. Além disso, essas são células que não sofreram nenhuma influência de fatores externos como estresse, infecções, poluição, alterações de temperatura e de medicamentos, sendo, portanto, um rico e valioso material para o seu filho e sua família.

A coleta é indolor e realizada durante os processos rotineiros do parto (normal ou cesárea), sem interferir nos procedimentos obstétricos e nem apresentar riscos para mamãe e bebê. Ela é feita em 5 minutos, guardando-se o material dentro de bolsas apropriadas, acondicionando-o em uma caixa de transporte de material biológico e, então, encaminhando ao laboratório.

Assista o vídeo a seguir e saiba mais sobre a importância destas células.

Criogenia no armazenamento de células-tronco

A criogenia é exatamente essa técnica de armazenamento das células-tronco em temperaturas extremamente baixas e constantes (-196º C) com nitrogênio líquido, que visam conservar a integridade das células por longos períodos de tempo.

A literatura científica já relatou que células do sangue do cordão umbilical armazenadas com técnicas de criopreservação há mais de 25 anos mantiveram características funcionais e de viabilidade adequadas para o uso em transplantes, ou seja, isso sugere que quando coletadas e acondicionadas de maneira correta, sua durabilidade e usabilidade podem ultrapassar décadas.

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Um dos motivos da escolha da criogenia é a baixa porcentagem de contaminação e perda do material, preservando-o intacto. Ao optar por fazer esse procedimento no nascimento de seu filho, é importante pesquisar um banco de armazenamento sério com experiência na área, verificar os sistemas de segurança, controle e monitoramento do laboratório escolhido e examinar se ele é auditado por algum órgão fiscalizador e independente.

Já coletou ou está pensando em coletar as células-tronco do cordão umbilical do seu filho ou indicar a coleta para alguma grávida? Entre em contato conosco para tirar suas dúvidas e compartilhe nos comentários as suas experiências e dicas!

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    Dra. Roberta Pasianotto Costa Trofo

    Dra. Roberta Pasianotto Costa Trofo

    (CRM 98.256/SP)
    Graduação em Medicina - Faculdade de Medicina de Jundiaí, 1999;
    Residência Médica em Clínica Médica e Patologia Clínica/Medicina Laboratorial na Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP;
    Especialização em Hematologia e Hemoterapia na Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP;
    Título de Especialista em Patologia Clínica/Medicina Laboratorial pela Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial - SBPC.

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