Gravidez

Brincando em casa: como estimular o bebê ainda na barriga?

O momento em que uma mulher descobre que está grávida é único, repleto de magia e emoção! A expectativa, a barriga crescendo e todas as descobertas que a futura mamãe faz sobre seu corpo e o crescimento de uma nova criança mudarão completamente sua vida.

Mas não é só ela que vivenciará uma série de novidades! Engana-se quem acredita que o bebê passa 9 meses em um espaço escuro, sem ouvir, ver e sentir nada. Os elementos externos o estimulam e podem impactar em muita coisa na gravidez. O pequenino em desenvolvimento começa a perceber o universo ao seu redor e sentir sensações intensas a partir do que acontece no lado de fora.

A mamãe tem um papel importante nessa fase e deve destinar um espaço de seu tempo para estimular o bebê como forma de auxiliar seu progresso e criar um forte laço entre os dois.

Porém, você sabe quais as melhores formas de estimular o bebê ainda na barriga? Compreende suas reações? Para te ajudar, preparamos este post repleto de dicas para você criar atividades e interagir muito com o neném — mesmo que ele esteja ainda do lado de dentro.

Como estimular o bebê

Faça carinhos e massagens na barriga

Sempre que possível, acaricie sua barriga por toda sua extensão. Estudos científicos já demonstraram que o feto pode ser capaz de sentir e reagir ao toque da mãe. Há mulheres que relatam que quando fazem algum tipo de carinho na região, o bebê faz alguns movimentos como resposta. Além disso, as análises apontaram que bebês que receberam afeto durante a gestação tendem a se sentir mais amados, seguros, corajosos e serem mais sociáveis.

Outro benefício do toque é que ele auxilia a gestante a ficar mais estável emocionalmente ao tranquilizá-la, o que pode contribuir para um parto mais saudável e sem complicações. Por isso, tenha momentos relaxantes acariciando o neném para que ele se sinta mais calmo e sereno.

Converse com o neném

O primeiro objetivo de conversar com o bebê na barriga é criar um vínculo entre ele e as vozes dos pais. Com o tempo, ele será capaz de reconhecer seus entes queridos e reagir com movimentos e barulhos.

Um fato interessante é que o bebê não tem uma memória consciente ainda, não é capaz de criar associações diretas e, assim, registra o que está acontecendo do lado de fora por meio de sensações e sentimentos que aqueles eventos causam nele. Há estudos que apontam que a conversa entre a mãe e o filho também libera substâncias no sangue materno que geram uma sensação familiar e de acolhimento no neném.

Dica: Audição do Bebê: entenda o desenvolvimento

Além disso, o bate papo auxilia no aprendizado posterior e identificação com a linguagem. Um estudo realizado com recém-nascidos pelo Instituto Nacional de Saúde e pelo Hospital da Criança de Estocolmo mostrou que os bebês tendem a ser mais atentos quando ouvem sua língua nativa. Assim, desde a barriga da mamãe, é interessante manter esse contato com a fala.

Conte historinhas

Sempre que possível, conte alguma história infantil para o bebê, mesmo enquanto ele estiver na barriga. Isso auxilia no desenvolvimento do raciocínio e da percepção sensorial. O feto consegue se envolver ao sentir as diferentes vibrações e emoções contidas na fala dos pais na hora de ler um conto.

Uma dica muito bacana é que você continue lendo as mesmas histórias depois que ele nascer, pois será capaz de reconhecer o enredo e essa associação remeterá ao período no útero, podendo acalmá-lo e relaxá-lo.

Use músicas

A música é ligada aos fatores emocionais e, a partir da 16ª semana, o bebê consegue ouvi-las e expressar reações às batidas da melodia. A composição também contribui para o desenvolvimento cognitivo e sensorial. Você pode colocar um fone de ouvido ao redor da barriga para ajudar o som a se propagar.

O recomendado é que usar canções tranquilas para que ele associe a momentos de felicidade e tranquilidade. Ou seja, nada de músicas agitadas ou aceleradas. A boa e velha música clássica cumpre bem esse papel, mas você pode variar até achar o gênero que agrade seu pequeno.

Utilize uma lanterna

O útero não é um local escuro como muitos acreditam. Ele permite a entrada de luz e, dependendo da posição da mãe, é possível enviar um feixe para o neném interagir. Normalmente, por volta da 24ª semana, ele poderá perceber se alguma fonte iluminada se aproximar da barriga e atravessar a barreira abdominal.

Por isso, é interessante apontar uma lanterna em direção a ele. Caso esteja acordado, ele poderá se mexer em sinal de resposta. Mas, cuidado! Antes de utilizá-la, teste em alguma parte do seu corpo como a coxa ou o braço para se certificar de que a potência da lâmpada não é muito alta e que não vai gerar nenhuma queimadura.

Baixe o e-book e se prepare para receber o seu bebê em um ambiente confortável, organizado e seguro.

Exercícios físicos

A realização de alguma atividade física é benéfica para os dois lados! Além de relaxar o bebê, aumenta a disposição da futura mamãe, que repassa apenas sensações boas para o feto.

Você poderá optar por uma leve caminhada ou, o mais indicado, por esportes na água. Além de ajudar a lidar com o peso da barriga, o movimento da água embala o bebê no ventre, gerando tranquilidade. Porém, só comece a realizar uma atividade após a liberação do seu médico.

Faça todos interagirem

Não é só a futura mamãe que deverá divertir e estimular o bebê. O papai e os irmãozinhos também devem ajudar! Faça com que toda a família participe das atividades e criem laços com ele, pois quando ele conhecer o mundo já estará familiarizado com as vozes das pessoas ao redor.

Agora, basta usar um pouco de sua criatividade e se preparar para ficar brincando em casa com o bebê que está chegando. Lembre-se de que estimulá-lo mesmo dentro da barriga gera benefícios e ajuda na criação de um laço mais forte entre a mãe e seu filho. Dedique sempre uma parte do seu dia para fazer essas interações.

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    Dra. Juliana Torres Alzuguir Snel Corrêa

    Dra. Juliana Torres Alzuguir Snel Corrêa

    (CRM: 5279398-1)
    Residência Médica em Ultrassonografia Obstétrica e Geral;
    Ginecologia Infanto Puberal (criança e adolescente);
    Atua como ginecologista obstetra há 12 anos.

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