Criança

Como fazer a transição da amamentação para a alimentação da criança?

Após os seis meses de amamentação exclusiva, o leite materno sozinho já não é mais suficiente para oferecer ao bebê toda a energia e nutrientes que ele precisa para continuar a crescer e a se desenvolver, por isso, é o momento de iniciar a transição entre amamentação e alimentação sólida.

Vale ressaltar que a introdução de novos alimentos não retira o leite materno da dieta da criança. Ele continua sendo muito importante para o seu desenvolvimento e, se possível, o desmame deve ser natural.

Passar do leite materno para outros alimentos é uma experiência nutritiva e sensorial importante para a criança. Ela pode estranhar e rejeitar alguns alimentos no início. É preciso paciência e perseverança, pois, esse é o momento perfeito para adequar seu paladar aos alimentos mais saudáveis.

Saiba como fazer a transição entre amamentação e alimentação do seu filho neste post.

Por que a transição da amamentação e alimentação sólida deve ser feita aos seis meses?

Antes de passar da dieta líquida para a sólida é necessário que o bebê tenha algumas habilidades, geralmente alcançadas entre o quinto e o sexto mês de vida: sentar, mesmo que com apoio; ter força na boca para mastigar, mesmo sem dentes; e perda do reflexo de colocar a língua para fora.

Quando consegue sentar, a criança é capaz de deglutir, evitando os engasgos com pedaços de alimentos.

É também nesta fase que o sistema digestivo e excretor já amadureceu o suficiente para ter contato com nutrientes diferentes dos presentes no leite materno, sem causar dores ou sobrecarga dos rins.

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Como fazer a introdução de novos alimentos na dieta do bebê?

A transição alimentar deve ser sempre acompanhada por um pediatra, para evitar que a criança coma mais ou menos do que o necessário para sua correta nutrição.

Ofereça os novos alimentos gradativamente

A introdução de novos alimentos é feita gradativamente, aumentando as refeições sólidas a cada semana.

No início, a criança come frutas amassadas ou raspadas, que são oferecidas no lanche da manhã, cerca de duas horas após a primeira mamada.

No passo seguinte, a frutinha também entra no lanche da tarde, com o intervalo de duas horas após a mamada do almoço.

A terceira etapa é oferecer uma papinha salgada — preparada com leguminosas, hortaliças, carne e cereais ou tubérculos — como a refeição principal no almoço.

Assim que o bebê estiver adaptado com essas três refeições — o que deve ocorrer já na quarta ou quinta semana — a papinha salgada também é ofertada no jantar.

Dica: Como deve ser a alimentação do bebê no primeiro ano de vida?

Ofereça um tipo de alimento por vez e escolha uma nova fruta ou verdura a cada dois dias. Dessa forma, fica mais fácil observar possíveis reações alérgicas ou diarreia e prisão de ventre.

Tenha cuidado com o preparo dos alimentos

Prepare as papinhas do bebê separadas da alimentação da família. Fique atenta à higienização dos alimentos: as frutas e hortaliças devem ser bem desinfetadas com solução de hipoclorito de sódio (água sanitária).

Os utensílios usados para o preparo também devem estar bem limpos para evitar contaminação. O ideal é preparar as papinhas com água filtrada, pouco óleo (de preferência de soja ou canola) e sem adição de açúcar, sal ou temperos prontos.

Evite usar o liquidificador

A comida do seu bebê não deve ser batida no liquidificador. O ideal é que elas sejam amassadas para que o bebê mastigue os pedaços, exercitando a musculatura mandibular e aprimorando a capacidade de deglutição. Esse exercício de fortalecimento, que se iniciou na amamentação, é muito importante para o desenvolvimento da fala.

Se for usar o liquidificador, bata apenas uma parte da papinha e, ainda assim, até o ponto em que fique pastosa e não líquida, mantendo a outra parte em pedaços.

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Ofereça água ao bebê

Enquanto mamam no peito, os bebês não precisam tomar água, pois o leite materno já oferece a quantidade necessária. Mas assim que começam a se alimentar de sólidos, eles têm que tomar água para evitar a desidratação, já que as mamadas serão reduzidas.

Dos seis meses a um ano, a recomendação é oferecer à criança de 30 ml a 60 ml de água filtrada ou fervida, cerca de cinco vezes ao dia.

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Ofereça mais frutas in natura e menos sucos

Há uma recomendação no Manual de Orientação do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria para que os sucos de fruta sejam evitados, dando a preferência para as frutas in natura.

Isso porque os sucos são muito calóricos — são necessárias, por exemplo, de duas a três laranjas para fazer um copo de suco — e representam uma grande perda de fibras na sua preparação, quando comparamos com a quantidade de fibras que podem ser consumidas no consumo da fruta in natura.

Além disso, os sucos não podem substituir as papinhas de frutas. Devem ser dados após as refeições principais, para ajudar na absorção do ferro presente em alimentos como o feijão e as folhas verdes escuras. Porém, a orientação é que não ultrapasse 100 ml por dia.

Ao preparar os sucos, não coloque água ou açúcar. Opte por frutas menos ácidas, como a laranja-lima, para que a criança aceite melhor. Evite as frutas congeladas e polpas e dê preferência às frutas da estação. Não ofereça sucos industrializados, eles contêm muito açúcar e sódio.

Mantenha o aleitamento materno

Ainda que seja feita a introdução completa de novos alimentos, a recomendação da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde é que a amamentação seja mantida até os dois anos ou mais.

O leite materno continua a oferecer nutrientes muito importantes para a saúde da criança, especialmente para o fortalecimento de seu sistema imunológico.

Dica: Amamentação prolongada: até quando uma criança pode ser amamentada?

Observe as mudanças nas fezes do bebê e sinais de alergia

Com a mudança na dieta, você vai perceber que as fezes do bebê vão ficar com textura e odor diferentes. Alguns alimentos podem soltar e outros prender mais o intestino da criança.

Fique atenta aos sinais de diarreia e prisão de ventre relacionados a alimentos específicos. Castanhas, clara de ovo, peixes e laticínios são altamente alergênicos, ou seja, desencadeiam mais alergias, e, por isso, a recomendação é colocá-los na dieta com cuidado, preferencialmente após a criança completar um ano.

É bom lembrar que alguns alimentos podem alterar a cor das fezes, como a beterraba, que pode deixá-las avermelhadas, o que não representa um problema para o seu filho.

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