Gravidez

Tipos de parto: saiba tudo sobre o parto cesárea

O parto cesárea é um parto cirúrgico, diferente do parto normal ou vaginal. No segundo, quando a mãe chega a 10 cm de dilatação, o útero empurra o bebê para fora através do canal de parto (canal vaginal). A cada contração o bebê pressiona sua cabeça entre as pernas da mãe, querendo sair. Ao fazer força, a grávida faz com que seu filho venha a nascer.

No parto por cesárea, ocorre à aplicação de anestesia na região lombar da paciente, dentro do bloco cirúrgico. As duas anestesias mais comuns são a peridural e a raquidiana. Ambas são aplicadas entre duas vértebras e exigem imobilidade na posição adotada durante a aplicação, que pode ser deitada de lado ou sentada com as costas curvadas para a frente. Normalmente, a raquidiana é usada para cesáreas e sua aplicação acontece próxima aos nervos da medula espinhal. O efeito desse anestésico é mais rápido, usa uma menor quantidade de volume e tem efeito total mais breve (cerca de 2 minutos). Já a peridural é mais usada em partos vaginais e em volumes maiores que a raquidiana, sendo administrada continuamente por um cateter pelo tempo necessário. O duplo bloqueio é a combinação dos dois fármacos para uma melhor penetração e bons resultados.

Assim que a anestesia faz efeito, a mãe perde a sensibilidade do tronco para baixo. Uma incisão de 10 cm é feita, transversalmente, por cima do osso púbico. O médico obstetra vai cortar todas as camadas de tecidos (são 7), até chegar ao útero. Após o corte na parede uterina, o bebê é puxado e retirado gentilmente. Posteriormente, a placenta também é retirada e o médico vai suturar todas as camadas de tecidos cortados. Nesse caso, a mãe não realiza força nenhuma e também não participa do parto ativamente.

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Quando a cesariana é indicada?

Embora o procedimento cirúrgico para a retirada do bebê seja seguro, as opiniões dos especialistas divergem sobre sua necessidade. Muitos acreditam que a melhor opção ainda é o parto natural, pois sua recuperação é mais rápida e os riscos de infecção bem menores. O parto vaginal facilita a respiração do neném, pois ao passar pelo canal, seu tórax é comprimido e o líquido amniótico dentro dos pulmões é expelido.

No entanto, existem alguns casos  em que a cesariana pode ser indicada. São eles:

  • Casos em que o bebê está em posições que o impossibilitam de sair pelo canal vaginal (sentado ou de lado);
  • Gestação de gêmeos, trigêmeos ou mais;
  • Bebê com anomalia ou alguma doença previamente detectada;
  • Mãe diagnosticada com diabetes severa;
  • Erupção de herpes genital que pode infectar o bebê na passagem pelo canal do parto;
  • Quando não há dilatação suficiente ou a ossatura materna não permite a passagem da cabeça do neném;
  • Pré-eclâmpsia, uma disfunção de vasos sanguíneos maternos que pode afetar a placenta e o desenvolvimento regular do neném;
  • Placenta prévia. Ocorre quando a placenta se implanta em região baixa do útero, impossibilitando a saída do bebê;
  • Descolamento de placenta. Pode ocorrer sangramento grave e redução de fornecimento de oxigênio ao feto.
  • Cordão umbilical enrolado no pescoço quando este oferece perigo ao bebê, o que não é sempre o caso.

Esses são casos que merecem uma atenção redobrada na hora do parto e correm o risco de serem feitos por cesárea, mas não necessariamente serão feitos. O médico deve avaliar o quadro clínico da mãe e do bebe, pois cada caso possui suas particularidades. A decisão é tomada pelo profissional em conjunto com a família.

Quais os riscos de uma cesariana para a mãe? E para o neném?

Como toda cirurgia, um parto feito por cesárea oferece riscos de infecção. Ele é semelhante a cirurgias realizadas no estômago ou intestinos, o que pode acarretar disfunção ou danos em alguns órgãos, como a bexiga ou vasos sanguíneos. Além disso, a sutura na parede uterina pode não cicatrizar corretamente e causar danos irreversíveis ao útero, causando riscos para uma próxima gestação e parto. Este tipo de complicação é bastante rara. Existe o risco de trombose se o procedimento tiver duração prolongada. A recuperação é muito mais lenta (dura de 30 a 40 dias. A alta acontece em até 72h horas enquanto a mãe que deu a luz por parto normal pode ir para casa geralmente em 48 horas).

Ao passar pelo canal vaginal, o tórax do bebê é comprimido e ele consegue expelir o líquido amniótico de seus pulmões. Isso não acontece na cesariana, o que pode acarretar problemas respiratórios no recém-nascido. A passagem também propicia ao bebê um contato com a flora bacteriana da mãe, conferindo imunidade para suas primeiras semanas de vida. O neném de parto não natural possui um sistema imune mais enfraquecido ao nascer. Se a cirurgia for agendada com muita antecedência, pode não respeitar o tempo necessário que ele precisa para concluir seu desenvolvimento. Dessa maneira, existe o risco de ele nascer com certo desconforto respiratório.

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Quais os benefícios de um parto cesárea?

Em casos graves, essa é a única forma de realizar um parto sem riscos ou danos permanentes para a mãe e o neném. O procedimento é muito rápido e por ter hora e dia marcados permite que a família toda se programe para a chegada do bebê. A anestesia propicia um parto sem contrações ou dores, o que diminui a tensão da mamãe.

Para a gestante, o principal é encontrar um médico obstetra e equipe de confiança para realizar um pré-natal adequado. Nele, todos os exames serão feitos e a saúde do bebê e da mamãe serão monitoradas. Qualquer alteração deve ser acompanhada de perto pelo médico, pois os resultados podem interferir no tipo de parto que será realizado.

Outra forma de cuidar do seu bebê é colhendo células-tronco do sangue e cordão umbilical. A coleta é indolor e o material serve para tratar várias doenças que podem acometer seu filho no futuro — e também pode ser feita no parto cesárea.

Se você deseja descobrir mais sobre a cesariana ou outros tipos de parto, não deixe de acessar o nosso site. Ficou alguma dúvida ou gostaria de compartilhar algo com a gente? Deixe um comentário com sua pergunta ou opinião!

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    Dra. Juliana Torres Alzuguir Snel Corrêa

    Dra. Juliana Torres Alzuguir Snel Corrêa

    (CRM: 5279398-1)
    Residência Médica em Ultrassonografia Obstétrica e Geral;
    Ginecologia Infanto Puberal (criança e adolescente);
    Atua como ginecologista obstetra há 12 anos.

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