Criança

Você sabe por que os bebês nascem roxinhos?

A saúde e o bem-estar do recém-nascido são algumas das maiores preocupações de pais e mães que aguardam o nascimento do seu bebê. Independente do tipo de parto escolhido, todos compartilham do mesmo desejo e preocupação: que seu bebê nasça bem e cheio de saúde.

E entre as muitas dúvidas que circundam esse momento tão especial, uma delas é: por que os bebês nascem roxinhos? Se você é do time das que acreditam que bebês saudáveis nascem rosadinhos, como vemos nos filmes e novelas, saiba que está muito enganada! Entenda neste post por que os bebês nascem roxinhos — e fique tranquila, isso é mais normal do que você imagina!

O ambiente intrauterino: entenda por que todos os bebês nascem roxinhos

Para entender por que os bebês nascem roxinhos precisamos entender as condições intrauterinas nas quais o bebê ficou por toda a gestação. Ao contrário do que muitos pensam, a cor natural do bebê nesse ambiente é levemente arroxeada ou azulada pelo fato de que o útero é um local de baixa oxigenação. Lembre-se que todo o oxigênio necessário para o desenvolvimento do bebê é levado através do sangue que vem da placenta e transportado pelo cordão umbilical. Nessa fase, os pulmões do bebê ainda estão cheios de líquido amniótico, em um movimento que simula a respiração mas que, na verdade, não passa de um treinamento para depois que ele nascer.

Segundos após o nascimento, o líquido amniótico presente nos pulmões da criança é expelido e só aí se inicia a respiração propriamente dita. É o tão esperado momento do choro do recém-nascido, onde ele inala as primeiras golfadas de ar e passa a oxigenar o próprio sangue sozinho, fazendo com que a pele ganhe logo um tom rosado.

Dica: 10 coisas que você não pode esquecer de fazer antes da chegada do bebê

Nasceu roxinho? Tudo bem, logo ele estará rosinha!

O tempo para que o recém-nascido comece a respirar e a ganhar o tom rosado pode variar um pouco de bebê para bebê. O importante aqui é que pais e mães mantenham a calma nesse momento e entendam que a cor roxinha do recém-nascido não significa problemas de saúde ou sofrimento fetal.

A explosão de oxigênio na corrente sanguínea do recém-nascido, após a primeira respiração, é tão significativa que até mesmo bebês afrodescendentes ficam rosadinhos, mesmo que depois o tom de pele escureça. Há também os casos onde os bebês, mesmo após as primeiras respirações, permaneçam por um tempo com os pezinhos e mãozinhas azuladas ou roxinhas. O que ocorre, nesses casos, é uma reação natural dos vasos sanguíneos ao frio, chamada de acrocianose. Nada mais natural, já que o recém-nascido acabou de sair de um ambiente confortavelmente aquecido a 37°C.

Veja no banner abaixo algumas orientações para que o seu bebê chegue em um ambiente familiar confortável, organizado e muito seguro.

O mito da volta de cordão umbilical

A falta de informação sobre o assunto acaba contribuindo para que alguns mitos relacionados ao parto e às condições do recém-nascido se espalhem por aí. Quem nunca ouviu falar que o bebê nasceu roxinho porque estava com o cordão umbilical enrolado no pescoço?

O fato é que estudos como o “Nuchal cords are necklaces, not nooses”, ou “Cordões umbilicais são colares, não forcas” provam que as circulares de cordão, tão comuns nos recém-nascidos, não representam risco e não estão associadas à complicações no nascimento do bebê. A própria anatomia do cordão, que é longo e gelatinoso, permite que essas voltas não comprometam os vasos sanguíneos da criança. Lembre-se também que mesmo nos partos normais é possível, com procedimentos simples e corriqueiros, reverter a volta de cordão durante o nascimento.

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    Dra. Mariana Mader Pires de Castro

    Dra. Mariana Mader Pires de Castro

    (CRM: 876879RJ)
    Graduação em Medicina pela Universidade Estácio de Sá;
    Residência Médica em Pediatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);
    Residência Médica em Endocrinologia Pediátrica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);
    Certificado de Atuação na Área de Endocrinologia Pediátrica (CAAEP)- RJ; Mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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