Células-Tronco

Como é o processo de coleta de células-tronco do cordão umbilical?

Muita gente acredita que um tratamento com células-tronco é algo bem distante da sua realidade, mas, na verdade, a chance de um transplante de células-tronco ser necessário ao longo da vida de um ser humano é relativamente alta, de 1 em 217. Para se ter uma ideia, a chance do bebê ter síndrome de Down, o que é verificado no ultrassom de translucência nucal durante o pré-natal, é de apenas 1 em 800 em gestantes de baixo risco.

Mas como é possível fazer a coleta de células-tronco do seu filho? O processo é demorado? Machuca o bebê de alguma forma? Dá para fazer de qualquer lugar do Brasil? Neste post vamos tirar essas e outras dúvidas que você pode ter sobre a coleta de células-tronco do cordão umbilical. Confira!

Antes do parto

Alguns meses antes do parto você já deve pesquisar um pouco mais sobre assunto, pois a gestação é o momento único para tomar a decisão de armazenar as células-tronco do seu bebê. Veja aqui o nosso artigo sobre 6 critérios para escolher armazenar as células-tronco.

Como a maioria dos hospitais não dispõe de serviços de coleta de células-tronco, é necessário combinar tudo antes com o laboratório (ou banco) de armazenamento, contratando-os e avisando-os antes do parto.

A coleta pode ser feita por um profissional do laboratório ou banco de armazenamento ou pela própria equipe médica do parto.

Na Cordvida, temos o programa “Médico Coletor”, que oferece treinamento para os médicos que desejam coletar as células-tronco, garantindo que esse procedimento será realizado obedecendo as melhores práticas mundiais para que a maior quantidade de células seja obtida.

Dica: Conheça 5 benefícios de armazenar células-tronco

Coleta simples, rápida e indolor

Vale esclarecer também que a coleta é indolor para a mãe e para o bebê. Na verdade, a coleta ocorre após o cordão ter sido clampeado e cortado e por isso, ela só lida com material que seria descartado pelo hospital: o cordão umbilical que sobra ligado à placenta após a retirada do bebê.

Normalmente, a coleta leva menos de cinco minutos e pode ser feita em qualquer tipo de parto, normal ou cesárea, desde que ocorram com mais de 32 semanas de gestação e que não haja qualquer complicação relacionada à saúde da mãe ou do bebê.

Na hora do parto

Independente de você ter um parto normal ou cesariana, após o nascimento do bebê, o cordão umbilical será clampeado e cortado pelo médico ou pelo seu assistente. O restante do cordão que sobra na placenta é o material utilizado para a coleta de células-tronco. Isso significa que durante o procedimento de coleta das células, seu bebê já estará seguro no seu colo ou sob cuidados do pediatra.

Células-tronco do sangue do cordão umbilical

O restante de sangue do cordão umbilical, que contém células-tronco do tipo hematopoiéticas, é coletado por meio de uma seringa e colocado em uma bolsa própria estéril, com anticoagulante, semelhante àquela usada quando se doa sangue. A temperatura sob a qual se manterá a bolsa é praticamente constante e monitorada até a chegada ao banco de armazenamento.

A célula-tronco do sangue do cordão é um material rico, utilizado há mais de 30 anos na medicina para o tratamento de mais de 80 doenças, incluindo leucemias, falências medulares e outras doenças hematológicas.

Veja de forma clara, ética e transparente, respostas para o dilema de armazenar ou não essas células. Confira no banner abaixo:

Como é o processo de coleta de células-tronco do cordão umbilical?

Células-tronco do tecido do cordão umbilical

O tecido do cordão umbilical é rico em células-tronco mesenquimais, atualmente uma das áreas mais em evidência da ciência em vários países. As células-tronco mesenquimais são capazes de se diferenciar em células de outros tecidos, como o ósseo, o adiposo e o cartilaginoso. Isso ajudou a dar impulso a todo um novo campo de pesquisa, a medicina regenerativa, que busca a recuperação de lesões e de tecidos danificados através das células-tronco, permitindo a renovação dessas células e a recuperação da função do tecido.

Pesquisas em diversos centros já vêm ocorrendo há mais de 10 anos para investigar o uso dessas células no tratamento de doenças extremamente comuns na nossa população, como diabetes tipo 1, diabetes tipo 2, complicações pós-transplante, cirrose hepática, infarto do miocárdio, esclerose lateral amiotrófica, e lesões esportivas.

Hoje, é possível que o cordão remanescente não seja descartado, para que as células-tronco mesenquimais também sejam criopreservadas (congeladas).

O processo de coleta de células-tronco do cordão umbilical também é muito simples. Basta recolher o maior segmento do cordão e colocá-lo em um frasco estéril fornecido pela CordVida. A bolsa com o sangue e o frasco com o tecido seguem juntos para o nosso laboratório, onde este material será processado.

Dica: O que leva os pais a armazenarem células-tronco dos seus bebês

Transporte

Uma vez coletados, os materiais são encaminhados para o laboratório. O transporte pode ser feito de maternidades de qualquer parte do país de forma segura, desde que exista uma malha logística que atenda com segurança os critérios regulatórios exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O armazenamento deve ocorrer em até 48 horas após a coleta, e o material deve permanecer sob uma temperatura controlada durante esse período.

Monitoramento

Para garantir a qualidade desse transporte, logo após a coleta, o material é acoplado a um registrador de temperatura e mantido refrigerado a uma temperatura entre 4ºC e 24ºC. O kit também é identificado com um código de barras único para garantir a total eficiência do transporte e a chegada ao laboratório, onde será processado e armazenado.

Serviço disponível 365 dias por ano

Não tem porque se preocupar com a data do nascimento já que a coleta e o transporte são possíveis todos os dias do ano, independente de feriados regionais ou nacionais. Assim, a decisão pela via de parto (normal ou cesariana) continua a critério da mãe e do obstetra.

Processamento

Ao chegar no laboratório, as amostras são processadas para extração da maior quantidade de células-tronco viáveis possíveis, pois esse é um fator que impacta no sucesso de um transplante no futuro.

O número médio de células das amostras armazenadas pela CordVida é de 1,0 bilhão (TNC em Dez/14). Isso é 19% superior à média do número de células das amostras enviadas para transplante pelo banco com maior número de tratamentos no mundo e mais de 100% superior ao padrão mínimo estabelecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Controle de qualidade

Deve-se verificar também se há alguma infecção ou contaminação viral, bacteriana ou fúngica do material, como HIV, hepatite B, hepatite C e sífilis ou alguma doença genética. Amostras com micro-organismos são, em geral, descartadas, apesar de algumas exceções existirem.

Regulamentação

A Anvisa é responsável pela regulamentação de todos os bancos e laboratórios de armazenamento de células-tronco, criando regras rigorosas para garantir a qualidade da coleta, do transporte, do processamento e do armazenamento. E é por determinação da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária que o armazenamento deve ser feito em até 48 horas da coleta, o status sorológico das amostras deve ser verificado e pelo menos 500 milhões de células devem estar viáveis no material após o seu processamento.

Congelamento

Uma vez processadas e analisadas, as células-tronco passam pela criopreservação, um processo de congelamento usando nitrogênio que reduz a temperatura da amostra gradualmente até atingir a temperatura de -196o C.

A literatura científica atual relata a viabilidade de células-tronco do sangue do cordão umbilical criopreservadas há mais de 23 anos. Isso sugere que, uma vez criopreservadas nas condições corretas, as células-tronco podem permanecer viáveis por tempo indefinido.

Controle

Após tudo isso, você ainda recebe um relatório resumindo todos os dados sobre as amostras e os exames realizados. Ao longo do período de armazenamento, também há relatórios periódicos, explicando as condições de preservação nos tanques de nitrogênio líquido onde estão armazenadas as suas células. O laboratório da CordVida conta até com câmeras de segurança, cujas imagens podem ser acessadas pelos clientes.

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Como é o processo de coleta de células-tronco do cordão umbilical?

Desde 2004, a CordVida processa e armazena milhares de amostras de células-tronco para clientes de todo o Brasil. O laboratório foi desenhado com um único propósito: entregar o que há de mais avançado no mundo no processamento e armazenamento de células-tronco do cordão para sua família, pois queremos estar aqui durante muitos e muitos anos.

A nossa missão é ajudar a vida das pessoas. Isso é um enorme motivo de orgulho para nós e esse é um valor central da nossa empresa. Hoje, metade das amostras utilizadas por bancos privados brasileiros foram enviadas pela CordVida. Isso inclui tratamento ou transplantes em centros de referência no Brasil, Europa e Estados Unidos.

Você sabia que as células-tronco do cordão umbilical armazenadas podem ser enviadas para uso no exterior? Entenda no vídeo a seguir.

Os nossos processos estão de acordo com os melhores padrões mundiais da American Association of Blood Banks (AABB), principal órgão certificador do setor em todo o mundo. Somos o primeiro banco privado no Brasil a obter a acreditação AABB e o único com sete acreditações consecutivas.

Esse elevado padrão de qualidade é a única forma de garantir o melhor serviço possível de algo tão valioso às famílias. Esse é o motivo da CordVida existir, já ter ajudado diversas famílias e ainda poder ajudar muitas outras pelos próximos anos.

Se você se interessou pelo armazenamento de células-tronco do cordão umbilical do seu bebê, entre em contato com a nossa equipe e cadastre-se para armazenar com a gente!

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