Descubra a diferença entre bancos privados e públicos de armazenamento de células-tronco

Atualmente, as células-tronco podem ser utilizadas para o tratamento de várias doenças. Você sabia que o sangue e o tecido do cordão umbilical são fontes valiosas dessas células, que podem ser coletadas logo após o nascimento do bebê e armazenadas em um banco de células-tronco? Conheça a seguir a diferença entre bancos privados e públicos de armazenamento de células-tronco.
O corpo humano é formado por mais de 200 tipos de células e suas características dependem da estrutura onde se encontram e da função que desempenham no organismo. As células-tronco são células especiais, pois dão origem às células adultas que constituem os tecidos e órgão no nosso corpo.
Por terem essa capacidade de autorrenovação, elas contribuem para a reparação de tecidos danificados ou para a substituição de células que vão morrendo. É essa capacidade de regeneração e reparação que faz com que as células-tronco sejam utilizadas no tratamento de diversas doenças, e estejam em estudo para o tratamento de várias outras.
O sangue do cordão umbilical contém células-tronco valiosas que são utilizadas há mais de 25 anos para tratar diversas doenças de origem sanguínea e relacionadas ao sistema imunológico como linfomas, leucemias, doenças de falência medular, metabólicas e imunológicas.
Já o tecido do cordão umbilical é uma importante fonte de células-tronco que vem sendo pesquisada para o tratamento de diversas doenças, como diabetes, doenças cardíacas, cirrose hepática, Alzheimer, entre outras.
A coleta é indolor e segura tanto para a mãe quanto para o bebê. Ela ocorre depois do nascimento do bebê, após o cordão ter sido clampeado e cortado. Isso significa que, independentemente de ser um parto normal ou uma cesariana, a coleta é possível e leva menos de cinco minutos para ser realizada.
O sangue coletado é colocado em uma bolsa própria, refrigerado e encaminhado para o laboratório. Lá ele é submetido a múltiplas etapas de processamento para a obtenção do maior número possível de células-tronco. Em seguida, as amostras com as células-tronco do sangue são armazenadas.
No caso do tecido do cordão, o maior segmento do cordão umbilical é coletado, acondicionado em um frasco estéril e encaminhado ao laboratório. Lá chegando, o material pode ter as células isoladas e, então, congeladas, deixando-as prontas para o uso futuro.
Alternativamente, o material pode ser congelado como um todo, sem nenhum tipo de manipulação para separar as células-tronco. Vai depender do procedimento de cada laboratório.
Ambos os tipos de células-tronco do cordão são armazenados pela técnica de criopreservação, que consiste em resfriar gradativamente essas células com nitrogênio líquido até que atinjam temperaturas muito baixas (-196ºC). Isso permite conservar a integridade das células por longos períodos de tempo.
No Brasil, a rede BrasilCord reúne todos os bancos públicos de armazenamento de células-tronco. Os bancos públicos recebem sangue de cordão umbilical através de doações voluntárias realizadas em maternidades credenciadas a essa rede.
Para fazer uma doação, a gestante deve preencher alguns requisitos, como gestação superior a 35 semanas e não possuir histórico médico de algum tipo de câncer.
As células-tronco desses bancos são utilizadas por quaisquer pacientes, de todo o país, que necessitem de um transplante de medula óssea, desde que haja compatibilidade com o material armazenado no banco. As doações realizadas a partir dos bancos públicos são confidenciais, ou seja, não há troca de informações entre o doador e o paciente receptor.
Nos bancos privados, os pais contratam e pagam pelo armazenamento das células-tronco do cordão umbilical, e permanecem sendo os responsáveis legais até a maioridade do seu filho. Após esse período, ele assume a responsabilidade por qualquer decisão de uso das células.
As células-tronco são armazenadas para utilização pelo seu próprio filho ou até mesmo por parentes diretos, caso eles necessitem de um transplante futuramente.
O sangue e o tecido do cordão umbilical permanecem congelados por tempo indeterminado até que haja necessidade de utilização. Dessa forma, é possível garantir que as células-tronco estejam disponíveis imediatamente, caso isso seja necessário.
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É muito importante que os pais possam tomar uma decisão livre e esclarecida em relação ao valor das células-tronco do cordão umbilical, um material rico que é diariamente descartado nas maternidades do país.
Atualmente, mais de 99% dos cordões umbilicais são, infelizmente, descartados como lixo hospitalar no Brasil. Um material valioso que, se armazenado em bancos privados ou públicos, pode contribuir para a saúde de tantas famílias que precisam.
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Ainda tem dúvidas sobre como funcionam os bancos privados e públicos de armazenamento de células-tronco do cordão umbilical? Está considerando armazenar as células-tronco do cordão umbilical do seu bebê? Entre em contato conosco!
Categorias: Células-Tronco
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