Criança

Moleira do bebê: o que você precisa saber?

Além de ter que lidar com o puerpério, os primeiros meses de uma mãe e de um pai com uma nova criança costumam ser recheados de muitas dúvidas, opiniões e certos receios. É muita coisa para aprender, dicas para entender e aflições para superar.

São muitas tarefas e funções. Uma questão recorrente no consultório do pediatra nesses primeiros dias de vida é como cuidar da moleira do bebê. Você sabe quais são os cuidados necessários? Não se preocupe! Vamos abordar esse assunto aqui no texto. Acompanhe!

Moleira do bebê

Talvez, mesmo antes de engravidar, você já tenha ouvido comentários sobre cuidados com a cabecinha da criança nos primeiros meses. Eles são, realmente, verdadeiros e fazem sentido. Estamos falando da moleira do bebê, que é aquela parte mais macia que fica na região do couro cabeludo.

Você consegue senti-la se passar a sua mão nessa parte, pois verá que é um pouco mais mole e flexível do que o restante do local. Porém, por ser delicada, é preciso seguir algumas orientações importantes para se certificar de que está tudo ocorrendo como o esperado com o seu filho.

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Fatos sobre a moleira do bebê

Os pediatras costumam concordar que o crescimento mais importante do cérebro humano se dá nos primeiros dois anos de vida. Ao nascer, uma criança costuma ter um perímetro cefálico de aproximadamente 33 cm, que aumenta em torno de 10 cm ao final do primeiro ano de vida, dependendo, claro, de vários fatores, como peso e genética.

Um crânio de um adulto é composto por 7 ossos, todos rígidos e unidos, para sua própria proteção. Acontece que um bebê, ao nascer, ainda não tem essa estrutura toda interligada. Dois são os motivos principais: facilitar sua passagem pelo canal vaginal da mãe na hora do parto e permitir que seu cérebro continue crescendo e se desenvolvendo, para a formação de todas as suas funções cognitivas.

Um recém-nascido costuma apresentar 2 moleiras, também chamadas de fontanelas (lacunas entre os ossos do crânio): a fontanela anterior e a fontanela posterior. Elas são localizadas, respectivamente, no topo e atrás da cabeça.

Uma observação muito importante sobre isso é que se não fosse esse espaçamento entre os ossos do crânio, o bebê poderia apresentar problemas neurológicos ao longo da sua vida.

Confira mais sobre essa etapa que se inicia após o primeiro dia de vida do seu bebê. Veja no banner abaixo:

Atenção que se deve ter com a moleira

Ao se observar algo incomum, é importante avisar ao pediatra da criança, que é a pessoa mais recomendada para solicitar os procedimentos a serem realizados. Considere os seguintes prazos e detalhes como particularidades da maioria dos bebês.

A fontanela posterior costuma fechar mais cedo, por volta dos 2 primeiros meses e, por esse motivo, alguns pais nem a notam. Já a fontanela anterior demora por volta de 7 a 19 meses para fechar.

Tanto o fechamento tardio, quanto o fechamento precoce dos ossos do crânio podem representar alguma disfunção ou má-formação. Outras especificidades da moleira também podem sugerir algo a ser feito. Veja as seguintes.

Hidrocefalia

Essa é uma condição que consiste no acúmulo de líquido na região do cérebro. O bebê que nasce com a hidrocefalia apresenta uma moleira que demora muito mais tempo para fechar. Isso leva ao crescimento acelerado da cabeça e dificuldades no desenvolvimento neurocognitivo, exigindo que se realizem tratamentos específicos, para minimizar as complicações. Quanto mais cedo a descoberta, mais eficaz a intervenção.

Cranioestenose

Aqui, ao contrário da situação anterior, a criança nasce com a moleira já fechada ou, ainda, apresenta o seu fechamento de forma precoce, antes dos 6 meses. Pode acontecer por um problema congênito e, nesses casos é recomendo a realização de uma cirurgia, para que o cérebro do bebê possa se desenvolver normalmente.

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Moleira afundada

Quando, aparentemente, o bebê está se desenvolvendo de forma natural e, ainda assim, a moleira se apresenta mais funda, pode ser consequência de desidratação, o que melhora depois que a criança ingere líquido. Isso pode acontecer, principalmente, em dias mais quentes. Outra causa pode ser devido a um parto mais difícil, gerando um cavalgamento entre as suturas, não significando, porém, doença alguma.

Moleira abaulada

A criança pode apresentar a moleira mais inchada e não ter um diagnóstico de hidrocefalia, mas sim alguma infecção ou, até, excesso de vitamina A. Outra situação ocorre quando a criança chora, vomita ou faz algum esforço, causando um levantamento, devido à pressão interna. Esse fato costuma passar depois de algumas horas.

A melhor maneira de analisar a fontanela é com a criança sentada ou pé, pois o fato de ela estar deitada pode causar uma impressão errônea sobre o seu estado real. Espere um momento em que seu filho esteja calmo e distraído para fazer essa verificação. Se sentir a pulsação nessa parte, não se assuste! Isso é comum, por causa da membrana mole, que fica entre as lacunas.

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Cuidados com as fontanelas

Por ser uma estrutura sensível e ainda em formação, é recomendado seguir alguns cuidados:

  • evite colocar faixas e enfeites na cabeça do bebê quando ele for ainda muito novo — isso pode gerar uma pressão, comprimindo a região;
  • lave com cuidado, na hora do banho — não esfregue com força nem pressione na hora do xampu;
  • faça acompanhamento periódico com o pediatra, para medir o perímetro cefálico e observar o fechamento da fontanela.

Formação de casca na moleira

Ainda que se siga uma boa higiene, é possível que se forme uma espécie de sujeira ou casca nessa região. Como não é aconselhado fazer pressão na hora da limpeza, os pais podem limpá-la com algodão e óleo de bebê, passando, suavemente, no lugar, podendo deixar alguns minutos, para amolecer a crosta. Com uma escova macia, própria para a idade, podem ser realizados movimentos delicados e finalizar a remoção.

Portanto, como você viu, é indispensável dar atenção às alterações na moleira do bebê e seguir com os cuidados habituais. O acompanhamento com o pediatra é essencial, para que todos os exames e procedimentos sejam realizados, principalmente, nos casos de condições mais graves.

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    Dra. Juliana Torres Alzuguir Snel Corrêa

    Dra. Juliana Torres Alzuguir Snel Corrêa

    (CRM: 5279398-1)
    Residência Médica em Ultrassonografia Obstétrica e Geral;
    Ginecologia Infanto Puberal (criança e adolescente);
    Atua como ginecologista obstetra há 12 anos.

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