Curiosidades da gravidez

Afinal, grávidas podem comer comida japonesa?

Se você adora a culinária oriental e está esperando um bebê, este texto é para você. Afinal, será que grávida pode comer comida japonesa ou essa restrição é mais um mito espalhado por aí? O que um prato tão gostoso como esse pode trazer de mal para uma gestante?

Com o objetivo de responder essas e outras perguntas, preparamos este post com tudo o que você precisa saber sobre comida japonesa durante a gestação. Acompanhe! Boa leitura!

A importância do acompanhamento médico durante a gestação

Antes de mais nada, é muito importante pedir para que o seu médico lhe dê orientações sobre a sua alimentação. Isso ocorre porque, às vezes, uma pessoa pode comer um determinado alimento e, outra, não — afinal, o cardápio varia de acordo com a saúde da gestante, com possíveis problemas genéticos, entre outros inúmeros fatores.

Dica: Para ficar de olho: 7 doenças comuns e perigosas durante a gravidez

Por isso, o acompanhamento médico é essencial. Somente ele vai poder dizer, com certeza, com que tipo de comida você pode ter contato. Não pense que isso é bobeira e que não vai acontecer nada — a má alimentação pode ser um grave problema. Conte sempre com a ajuda profissional para que tudo ocorra da melhor forma possível.

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A gravidez e a comida japonesa

Afinal, grávida pode comer comida japonesa? Bom, pode sim, mas com cautela, sem exageros e sempre com um aval médico — e desde que sejam preparações cozidas! Afinal, existem alguns problemas que podem ser causados pelo consumo de peixe cru.

De acordo com a nutricionista da Universidade Federal de Pelotas, Carla Alberici, os peixes in natura podem apresentar deteriorações e formar contaminantes que interferem na saúde da mulher e do bebê. Esses problemas ocorrem com qualquer alimento cru e as carnes, especialmente, podem trazer consequências mais graves por serem animais mortos.

O ideal é que, se for ingerir peixe in natura, procure por estabelecimentos que você conheça e saiba da procedência dos alimentos. É necessário que os comestíveis estejam bem conservados e que tenham a higiene 100% bem-feita.

Benefícios

Os peixes possuem diversos nutrientes importantes para uma boa gestação, como os Ômega 3 e 6. Por isso, eles podem (e devem!) ser consumidos com tranquilidade se estiverem cozidos. O problema, portanto, está na forma de preparação do prato.

Dica: A importância da alimentação saudável durante a gravidez

Essa dica vale para todas as comidas in natura, até mesmo as saladas. Elas precisam ser bem lavadas, limpas com vinagre e, de preferência, compradas de produtores agroecológicos — que vendem produtos sem nenhum tipo de agrotóxico, produto químico e outros.

Vá com calma

Apesar dos benefícios, saboreie esses produtos com menos intensidade. Não precisa comer todo dia, ou toda semana. Vá a um restaurante japonês poucas vezes durante a gravidez. Nove meses sem frequentar assiduamente esse tipo de estabelecimento não é um desafio tão impossível de ser vencido, não é mesmo?

Os riscos do peixe cru

São diversas as adversidades que uma mãe e um bebê podem ter caso a mulher decida ingerir alimentos crus contaminados durante a gestação. O menos pior deles é o refluxo. Ele ocorre porque o corpo da grávida sofre alterações que prejudicam a digestão e o peixe in natura é uma das comidas que são difíceis de digerir pelas gestantes.

O refluxo é chato, pode causar vômitos, incômodos e até avançar para um transtorno estomacal mais grave. No entanto, o consumo de produtos crus pode propiciar doenças bem mais críticas, como a toxoplasmose, a listeriose e a salmonelose. A seguir, saiba mais sobre esses problemas:

Toxoplasmose

Ela é uma infecção ocasionada por um protozoário e pode atacar o seu corpo de diversas formas. Na gravidez, por exemplo, os problemas podem ser graves. Esse tipo de enfermidade pode causar abortos espontâneos e o parto prematuro.

Além disso, a infecção pode ser passada para o bebê, gerando malformação no desenvolvimento intrauterino — o que pode causar catarata congênita, surdez e retardo no crescimento físico ou mental.

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Listeriose

Motivada por uma bactéria presente no peixe cru, a listeriose é uma doença gravíssima. Ao contrair essa enfermidade na gravidez, as complicações podem ser várias:

  • infecção grave no recém-nascido;
  • aborto espontâneo;
  • parto prematuro;
  • morte do bebê antes de nascer.

É preciso estar atenta, pois essa bactéria é muito forte e dificilmente destruída.

Salmonelose

Você provavelmente já ouviu falar na salmonela. Essa bactéria é responsável pelo aparecimento da doença que pode ser adquirida pela ingestão de alimentos infectados. Ela gera dores abdominais, diarreias, febre, vômito, entre outros sintomas típicos de problemas intestinais.

Para a gestante, a situação pode ser ainda pior. Afinal, a salmonelose pode causar desidratação, presença de bactéria no sangue e nos órgãos do bebê, inflamação nas articulações e até mesmo a morte do feto. A dica para evitar todas essas doenças é a mesma: tenha muito cuidado com a higiene de tudo o que consumir e evite a ingestão de produtos in natura.

Dica: 7 alimentos que podem prejudicar a gestante

As principais recomendações

Além dos cuidados com o consumo de peixe cru, a gestante precisa se preocupar com outros tipos de alimentação. A orientação principal é procurar um nutrólogo e fazer uma dieta ideal para que a sua gravidez seja tranquila. Mesmo assim, você deve tomar cuidado com algumas situações.

Não coma frituras, gema de ovo mal cozida, café, adoçantes em geral, sal em excesso, e nem beba refrigerantes e bebidas alcoólicas. Todos esses produtos podem trazer malefícios a você e ao seu bebê. Por isso, evite ao máximo o contato com esses ingredientes.

Prefira uma dieta saudável, equilibrada, com pouco sal e pouco açúcar. Dê preferência a sucos naturais e água (quando o assunto for líquidos) e não fique, de forma alguma, muito tempo sem comer. O ideal é nutrir-se de três em três horas, em poucas quantidades.

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Além disso, mastigue muito bem os alimentos para auxiliar na digestão e segure os famosos “desejos” para não exagerar no consumo de doces e pratos diferentes e exóticos. Caso você siga corretamente as orientações médicas, tudo vai ficar bem. Basta respeitar as decisões dos especialistas.

Pronto! Agora que você já aprendeu que uma grávida pode comer comida japonesa desde que os alimentos estejam cozidos ou assados, assine a nossa newsletter e receba diversas dicas sobre o universo das futuras mamães!

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    Dra. Juliana Torres Alzuguir Snel Corrêa

    Dra. Juliana Torres Alzuguir Snel Corrêa

    (CRM: 5279398-1)
    Residência Médica em Ultrassonografia Obstétrica e Geral;
    Ginecologia Infanto Puberal (criança e adolescente);
    Atua como ginecologista obstetra há 12 anos.

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