Gravidez

7 dúvidas que podem surgir para a sua primeira consulta ao obstetra

É comum que, no início da gestação, a futura mamãe fique insegura e cheia de dúvidas — mesmo quando se trata do 2º ou do 3º filho. Afinal, cada gravidez é diferente e, com as mudanças da medicina, até mesmo a consulta ao obstetra, comum ao pré-natal, pode ser realizada de forma diferente.

Assim, é importante levar uma listinha com todas as suas dúvidas a serem esclarecidas já na primeira consulta ao obstetra. Independentemente do tema, ter a resposta certa para todas as suas perguntas é o único jeito de garantir que tudo está sendo realizado da melhor forma possível para proteger a sua saúde e a do bebê.

Confira, a seguir, a resposta para as principais dúvidas que costumam surgir na primeira consulta de pré-natal!

7 dúvidas que podem surgir na consulta ao obstetra

1. É preciso tomar alguma vacina?

O ideal é que a gestante atualize o cartão vacinal antes de engravidar, já que algumas vacinas são contraindicadas durante a gestação ainda que confiram imunidade contra doenças que podem afetar o bebê ainda dentro do útero.

Durante a gravidez, a mulher deve receber a vacina da gripe (influenza) na época de campanhas de vacinação e atualizar o cartão com a vacina antitetânica e hepatite B após o primeiro trimestre. Hoje, a Sociedade Brasileira de Pediatria preconiza também a vacinação da gestante contra coqueluche (DTPa –  Tétano, Difteria e Coqueluche).

Dica: Vacinas para gestantes: quais devo tomar?

Em casos de viagens para áreas endêmicas ou outras situações especiais, o médico pode recomendar a realização de outras vacinas.

2. Devo seguir uma dieta especial?

A dieta da grávida não deve ser diferente de qualquer outra pessoa que siga uma alimentação saudável, com grande diversidade de nutrientes e rica em frutas, cereais, verduras e legumes — mas pobre em açúcar e frituras.

Seu obstetra poderá orientá-la a restringir a ingesta de carnes e peixes crus ou mal passados e saladas preparadas em cozinhas desconhecidas devido ao risco de infecções parasitárias e toxoplasmose (para pacientes que não têm ainda imunidade contra esta doença).

Para controlar o ganho de peso, é importante ficar atenta ao tamanho das porções e não acreditar que a gestante deve comer por 2. O recomendado é que o consumo aumente em 200 ou 300 calorias apenas no último trimestre, quando o bebê está ganhando peso dentro da barriga.

Antes disso, a dieta habitual da mulher já é suficiente para suprir o crescimento da criança sem qualquer problema.

3. Posso continuar tomando minhas medicações de uso contínuo?

Depende. Medicamentos completamente seguros para adultos podem aumentar o risco de malformações nos bebês durante a gravidez. Então, é necessário informar na consulta ao obstetra todos os remédios que você faz uso, incluindo medicamentos para:

Se necessário, o médico vai suspender aqueles que possam trazer algum malefício ao bebê, ajustar as doses ou prescrever medicamentos substitutos.

Veja no banner abaixo o que você pode fazer pela saúde do seu bebê antes do seu nascimento.

4. A consulta obstétrica já é suficiente para o pré-natal?

A princípio, o obstetra já é capacitado para acompanhar todos os aspectos de saúde relacionados à gestação em mulheres saudáveis. No entanto, em casos especiais, é necessário envolver outros profissionais da área.

Mulheres com sobrepeso, baixo peso ou ganho de peso inadequado durante a gestação podem precisar de um acompanhamento extra com um nutrólogo ou um nutricionista.

Quem sofre de problemas cardíacos, por exemplo, pode precisar do acompanhamento por um cardiologista, e quem toma remédios para doenças neurológicas do acompanhamento com um  neurologista.

Já as mulheres que desenvolvem diabetes gestacional podem precisar de um acompanhamento endocrinológico.

Assim, cada caso deve ser avaliado individualmente, e não é possível generalizar como deve ser feito o acompanhamento pré-natal.

A exceção que vale para todas as gestantes é o acompanhamento odontológico, já que as alterações hormonais da gravidez facilitam o surgimento de cáries e de gengivite, e essas doenças bucais, se não forem tratadas, podem até aumentar o risco de o bebê nascer prematuro ou abaixo do peso ideal.

Dica: O que é preciso saber sobre a saúde bucal da gestante?

5. Preciso ficar atenta a algum sintoma?

Embora os sangramentos e as cólicas assustem muito as gestantes, eles são relativamente comuns durante as primeiras semanas de gravidez à medida que o embrião se implanta na parede uterina.

Enjoos, cansaço e sono excessivo também são comuns no primeiro trimestre e não devem trazer preocupação. Para aliviar esses desconfortos, basta ter algumas mudanças de hábitos que priorizam uma boa noite de sono, cochilos durante o dia e refeições frequentes em pequena quantidade.

De qualquer forma, caso a gestante apresente qualquer alteração mais séria ou tenha dúvidas sobre o bem-estar do bebê, é importante procurar um atendimento médico e passar por uma avaliação.

6. Quais remédios podem ser usados durante a gravidez?

Em geral, analgésicos comuns podem ser usados durante a gravidez sem qualquer risco para o bebê, no entanto, a maioria dos obstetras recomenda que a gestante seja avaliada antes de fazer uso de qualquer medicação em casa ou que, pelo menos, ligue para o consultório para informar o que está acontecendo. Então, é necessário conversar com o médico e seguir suas orientações.

Caso a gestante apresente outros sintomas mais específicos — como febre, dor abdominal ou ardência ao urinar —, é essencial passar por uma avaliação médica e usar os medicamentos prescritos da forma correta.

Além disso, é necessário fazer uso de ácido fólico todos os dias até o final do primeiro trimestre de gestação para prevenir malformações neurais no bebê e estar atenta ao longo dos nove meses para a necessidade de reposição de outras vitaminas.

Veja os hábitos e atitudes que podem proporcionar uma experiência mais gostosa e segura para você e seu bebê.

7. Preciso mudar algo na minha rotina?

Caso você tenha um trabalho muito extenuante ou entre em contato com substâncias químicas que podem fazer mal para o bebê, pode ser necessário trocar de função dentro da empresa ou planejar um afastamento mais precoce, como garantido pela legislação brasileira.

Também fica contraindicado realizar alguns tratamentos estéticos, como:

  • alisamento de cabelo;
  • depilação a laser;
  • peeling;

Na verdade, muitos desses procedimentos dermatológicos são contra-indicados pelo risco de manchar a pele e não por trazer risco de malformação ao bebê.

Fora essas mudanças, a rotina da mulher costuma ser a mesma quando a gravidez progride bem, principalmente nos primeiros meses, antes de a barriga aparecer e dificultar os movimentos.

Assim, é possível praticar esportes moderados, manter a vida sexual ativaviajar de avião, sair com os amigos, fazer compras, nadar, organizar o quartinho do bebê, trabalhar e seguir a vida normalmente.

À medida que a barriga cresce, é necessário adaptar um pouco os movimentos para prevenir quedas, desequilíbrios e dor nas costas. Mas nada que atrapalhe muito a rotina. Caso alguma atividade de rotina seja contraindicada por qualquer motivo, o médico vai te informar.

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