Ultrassons gestacionais: conheça os tipos e esclareça suas dúvidas!

Muitas mães ficam ansiosas pelo primeiro ultrassom e têm muitas dúvidas sobre esse exame. O ultrassom utiliza uma frequência de 2 até 14 MHz, superior às que o ouvido humano, do adulto ou do bebê, conseguem perceber e é capaz de gerar imagens nítidas o suficiente para acompanhar o desenvolvimento do pequeno e para que várias malformações sejam identificadas por um profissional bem treinado e experiente. O que muitas mães não sabem é que há vários tipos de ultrassons gestacionais.
Veja o vídeo abaixo com a Dra. Especialista Juliana Alzuguir e leia o nosso post para entender tudo sobre esse exame.
O exame é imprescindível para um acompanhamento pré-natal completo. É ele que possibilita, entre outras coisas, saber se gestação está sendo conduzida no interior do útero ou se é uma gravidez ectópica (em regiões como a trompa ou o abdome). O ultrassom também permite saber se é uma gestação de múltiplos, se há descolamento do saco gestacional ou até se o embrião está vivo. Além de acompanhar o crescimento e desenvolvimento fetal, rastrear anomalias cromossomiais e avaliar cada órgão do bebê verificando se há alguma malformação nestes.
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Deve ser. O exame é uma ferramenta imperiosa atualmente na obstetrícia e tem ajudado bastante no diagnóstico de uma gravidez saudável e de diversas complicações.
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Transvaginal: o ultrassom transvaginal confirma a gravidez e verifica o local da implantação do embrião; além de medir com precisão o comprimento do colo do útero importante para avaliar de risco de parto prematuro.
Morfológico: permite a análise da anatomia do bebê, com a identificação de malformações e o rastreio de síndromes cromossômicas.
Obstétrico: outros ultrassons realizados geralmente são obstétricos, e são capazes de acompanhar a evolução do desenvolvimento do bebê e da placenta.
Ultrassom com doppler: o ultrassom com Doppler verifica o fluxo sanguíneo, sendo mais indicado para gestantes diabéticas, hipertensas ou com outras complicações fetais.
3D: adiciona a dimensão de profundidade, tornando a imagem mais nítida, permitindo a confirmação de anomalias e a definição do rostinho do bebê — o 4D, por sua vez, mostra uma imagem em 3D em tempo real, permitindo melhor análise dos movimentos.
Não há nenhuma contraindicação específica no exame tradicional. O ultrassom se vale de ondas mecânicas com velocidade acima de 300 m por segundo, completamente seguras para a grávida e o seu filho. Seguindo as orientações médicas e trabalhando com profissionais de confiança, não há o que temer!
Essa é mais uma lenda urbana. O fato é que isso não é possível, pois o exame utiliza mais de três milhões de hertz. O ouvido humano só tem capacidade de ouvir frequências de até dois mil hertz, o que descarta qualquer possibilidade do ultrassom ser ouvido ou trazer qualquer desconforto.
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O embrião pode ser identificado a partir da 6ª semana de gravidez, e daí até a 12ª semana, a medida do comprimento da cabeça até às nádegas pode ser usado para determinar o tempo de gravidez com um erro pequeno, de menos de uma semana. No segundo semestre, essa medida dá um erro entre 7 e 10 dias e a partir da 30ª semana, a margem de erro chega até 3 semanas. Então com o cálculo sendo feito no início da gravidez, vai ser bem confiável.
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O primeiro ultrassom, o transvaginal, deve ser feito entre a 6ª e a 12ª semana de gravidez. Nessa época, o embrião já costuma ser visualizado e é possível calcular com precisão o tempo de gravidez.
Não, o ultrassom é um método diagnóstico considerado extremamente seguro para a mãe e para o bebê e mesmo se realizado em todas as consultas, não gera qualquer dano. Mesmo o ultrassom transvaginal, embora gere um leve incômodo à mulher, não é doloroso e não atinge o colo do útero, mantendo o bebê seguro.
O ultrassom morfológico, realizado entre a 12ª e a 14ª semana e repetido no segundo trimestre, por volta da 20ª semana, permite a identificação de cerca de 90% das má-formações, como o lábio leporino, alterações cardíacas, síndrome de Down e outras síndromes cromossômicas, hidrocefalia e muitas outras. O ultrassom em 3D pode, então, ser realizado para confirmar qualquer alteração.
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A translucência nucal é um nome que traz muitas dúvidas para as futuras mamães, mas é apenas uma parte do exame para saber se está tudo bem com o seu filho. Nele, os médicos medem a região da nuca do bebê e isso ajuda a rastrear problemas e alterações, como a Síndrome de Down.
Quando há alguma mudança ou aumento da região nucal, isso pode indicar que o neném tem alguma alteração cromossômica. Vale lembrar que o exame não é para fechar diagnóstico, mas sim fazer a seleção de pacientes que possuam indicação de um estudo mais aprofundado, por meio de punção do líquido amniótico ou de vilosidades coriônicas.
Por mais sofisticado que o ultrassom seja, ele não é capaz de detectar todas as má-formações. Cerca de 10% só vão ser descobertas na hora do nascimento. E isso não depende da experiência e do treinamento de quem realizar o ultrassom, mas sim do tipo da má-formação que pode não ser visualizado na imagem ultrassonográfica — como lesões na pele ou problemas no funcionamento de algum órgão.
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A diferenciação do bebê em menina ou menino só começa a ocorrer a partir da 11ª semana e dura pouco mais de um mês. Antes disso os genitais são idênticos. No início, há uma pequena diferença na inclinação de uma estrutura chamada tubérculo ou apêndice. Se o médico fala o sexo nessa época a chance de erro é de até 20%. Após esse período de diferenciação, a posição do bebê ou da placenta pode impedir que o genital seja visto, assim como a imagem pode ser prejudicada em gestantes obesas. De qualquer forma, em geral a chance de acerto depende da habilidade e da experiência do profissional.
Recomendam-se pelo menos quatro ultrassons na gravidez, incluindo o primeiro transvaginal, dois morfológicos e um terceiro ultrassom no terceiro trimestre, que identifica alterações específicas dessa época em relação ao crescimento do bebê, à placenta e à quantidade de líquido amniótico. Mas cada gestação tem as suas peculiaridades e apenas o obstetra pode determinar quantos ultrassons serão necessários exatamente.
O uso do ultrassom auxilia muito o médico na realização do pré-natal, seja acompanhando o desenvolvimento normal do bebê ou diagnosticando previamente alterações que devem ser verificadas e até corrigidas no momento do nascimento.
Ainda tem alguma dúvida sobre o ultrassom? Não deixe de ler o conteúdo sobre quais problemas podem ser identificados através do ultrassom gestacional.
Categorias: Gravidez , Pré-natal , Saúde na gravidez
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