Curiosidades da gravidez

Cosméticos para grávidas — Afinal, o que pode e o que não pode?

Você conhece os cosméticos para grávidas? Infelizmente, nem todos os produtos podem ser usados pelas mulheres durante a gestação. Afinal, alguns deles apresentam riscos à saúde tanto da mamãe quanto a do bebê. Por isso, é essencial pensar no assunto.

Quer descobrir o que você poderá utilizar sem grande preocupação? Acompanhe a leitura!

Os cosméticos para grávidas

A gravidez é uma fase que requer cuidados. Ou seja, é fundamental estar atenta à rotina, à alimentação e aos produtos que você usa. Na fase da gestação, a mulher pode apresentar maior sensibilidade a alguns produtos e desenvolver alergias.

Além disso, existem substâncias que, por estarem relacionadas a problemas de malformação do feto, não são recomendadas nem pelos médicos, nem pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Portanto, é sempre bom ouvir a opinião de um dermatologista e do médico que está acompanhando sua gestação, pois cada caso é particular e podem existir exceções.

Lembre-se de que ser vaidosa e manter cuidados consigo mesma é um bom sinal de autoestima e amor próprio. Contudo, há alguns compostos que merecem sua atenção. O que prevalece nessa etapa é a integridade da mãe e do bebê.

Dica: Cuidados na gestação: saiba como lidar com os cosméticos

Os produtos para o cabelo

O recomendado é evitar descolorações (amônia), tintura e formol. Metais pesados, como chumbo e arsênio, são proibidos. Então, esqueça as escovas progressivas por um tempo. Os tonalizantes e as tintas mais modernas são mais seguros. No entanto, é melhor esperar passar os primeiros 3 ou 4 meses para realizar algum procedimento.

Evite, também, que o produto toque no couro cabeludo, pois suas substâncias penetram na pele e atingem a corrente sanguínea. Na gestação, pelas alterações hormonais, o cabelo tende a mudar a estrutura: ele fica mais brilhante, sedoso e volumoso. Então, talvez você sinta necessidade de mudar o tipo de shampoo que estava acostumada usar. Secador, chapinha e babyliss, por não conterem química, estão liberados.

Os produtos para o corpo

As estrias são uma das principais preocupações das gestantes. Muitos dermatologistas defendem que o que vai aumentar a probabilidade de a mulher adquirir muitas ou poucas estrias é a maior predisposição genética do que algum composto químico.

Os produtos naturais costumam ser liberados, como:

  • aloe vera;
  • dexpantenol;
  • glicerina;
  • óleo da semente de uva; e
  • óleo de amêndoas.

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O lactato de amônio também não costuma apresentar contraindicações. Já a ureia deve ser evitada, uma vez que atrapalha a formação e o crescimento do feto. A Anvisa também não recomenda a cânfora, por ser tóxica e pode ser relacionada com o aumento do risco de abortos, em altas concentrações. Assim, como nos cabelos, o chumbo da cânfora também faz mal, pois causa intoxicações e interfere na pressão arterial.

O conservante parabeno, que pode estar presente em desodorantes não é recomendado. Segundo a farmacêutica Juliana S. de Souza, coordenadora de estudos clínicos do Centro Brasileiro de Estudos em Dermatologia, em Porto Alegre, “Estudo realizado com roedores mostraram alterações hormonais após exposição excessiva à substância”.

Dica: Quais são as principais causas de dores na gravidez?

É sempre bom lembrar que a água é um hidratante natural e essencial. Beba muito na gravidez. A caminhada deve fazer parte rotina, para evitar acúmulos de gordura e varizes.

Os produtos para o rosto

Grande parte dos produtos anti-idade, anti-acne e clareadores deverão ser deixados de lado. Evite o ácido retinoico (também chamado de retinol ou vitamina A), principalmente entre a 6ª e 8ª semana. Ácido salicílico também não deve ser usado. Embora ainda não tenha sido testado em humanos, ele já demonstrou ser o responsável por alterações embrionárias em gestações de ratas. O ácido glicólico acima dos 10% também é inseguro.

Quanto aos clareadores, fique de olho na hidroquinona. Já os protetores solares são indispensáveis. Não só para a proteção da saúde, mas também para evitar o aparecimento de melasma (as temidas manchas escuras). Olhe o rótulo e evite os que contêm metoxicinamato. Aqueles que possuem óxido de zinco costumam não apresentar problemas.

Os produtos para as unhas

Fazer as unhas não está totalmente proibido. Porém, é importante possuir um kit (com lixa, alicate, esmaltes e espátulas) apenas seu, para garantir a sua higiene e a proteção da sua saúde. Com isso, você evita o contágio de fungos, micoses e até mesmo do vírus da hepatite.

Apesar de muitos salões garantirem fazer o procedimento correto para esterilizar os objetos, nem sempre há como conferir esse detalhe.

Quanto aos componentes de esmaltes e secantes, evite:

  • o formol;
  • o tolueno;
  • o dibutil ftalato (DBP).

Em relação à acetona, tome apenas o cuidado para não respirar muito o produto. Existem alguns tipos de removedores de esmalte que não possuem essa substância.

A maquiagem

Muitas maquiagens — como base, rímel e lápis — podem ser usadas tranquilamente. De acordo com a dermatologista Meire Parada, a maquiagem ainda serve como proteção física para a pele da mulher, podendo ser benéfica.

É normal que nesse período as olheiras aumentem devido ao cansaço. O nariz, por causa do aumento da progesterona, pode ficar um pouco mais largo. A oleosidade também tende a aumentar. Então, geralmente, as mulheres se sentirão melhores disfarçando as imperfeições.

Dê preferência aos produtos não comedogênicos: por não taparem os poros, eles também não aumentam a oleosidade. Os hipoalergênicos podem resolver o problema de quem apresentou mais sensibilidade a algum componente.

Assim como nos produtos citados, evite o ácido salicílico (presente em alguns pós e algumas bases) e o chumbo (presente em alguns batons). Para o demaquilante, prefira o bifásico, com óleo e água.

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As pílulas da beleza

Esses suplementos são polivitamínicos que prometem combater os radicais livres e diminuir o envelhecimento. Eles também possuem vitaminas, minerais, aminoácidos e óleos que costumam ser benéficos para mulheres não grávidas.

Contudo, na gestação, por haver alterações hormonais e maior sensibilidade do organismo, essas pílulas da beleza podem causar reações não agradáveis. Além de alergias, podem interferir na ação de outros nutrientes e medicamentos. Então, não decida tomar por conta própria. Assim como os medicamentos em geral, tire suas dúvidas e peça aconselhamento ao médico que acompanha sua gravidez. Prefira ingerir as vitaminas de forma natural, isto é, naquelas presentes na alimentação saudável.

É importante deixar claro que todas as substâncias citadas já foram estudadas e servem de alerta para as gestantes. Porém, não se desespere ou fique paranoica caso não consiga um produto livre delas. As opiniões de especialistas podem ser divergentes e outros estudos podem ser feitos com o passar do tempo. Siga sempre as recomendações do seu médico, pois é ele que conhece e sabe o que pode ser melhor para o seu caso específico.

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    Dra. Juliana Torres Alzuguir Snel Corrêa

    Dra. Juliana Torres Alzuguir Snel Corrêa

    (CRM: 5279398-1)
    Residência Médica em Ultrassonografia Obstétrica e Geral;
    Ginecologia Infanto Puberal (criança e adolescente);
    Atua como ginecologista obstetra há 12 anos.

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    A CordVida produz o conteúdo desse blog com muito carinho e com o objetivo de divulgar informações relevantes para as futuras mães e pais sobre assuntos que rondam o universo da gravidez. Todos os artigos são constituídos por informações de caráter geral, experiências de outros pais, opiniões médicas e por nosso conhecimento científico de temas relacionados às células-tronco. Os dados e estudos mencionados nos artigos são suportados por referências bibliográficas públicas. A CordVida não tem como objetivo a divulgação de um blog exaustivo e completo que faça recomendações médicas. O juízo de valor final sobre os temas levantados nesse blog deve ser estabelecido por você em conjunto com seus médicos e especialistas.