Gravidez

Você sabe quando uma gravidez é considerada de risco?

Toda mulher grávida deseja ter uma gestação saudável e tranquila. Isso significa que toda informação e cuidado são bem-vindos para evitar uma possível gravidez de risco.

Afinal, um momento tão especial como esse merece toda a atenção para preservar a saúde e o bem-estar tanto do bebê como da mãe e, assim, favorecer o momento do parto e todo o desenvolvimento da criança.

Com o objetivo de diminuir possíveis riscos durante a gravidez, a Organização Mundial de Saúde tem implementado orientações relevantes sobre os cuidados no período pré-natal.

Pensando nisso, trazemos a seguir as principais questões sobre o assunto para informar e alertar as pessoas interessadas. Leia o post e confira!

Quando a gravidez é considerada de risco?

Toda gravidez em que há alguma possibilidade de comprometimento da saúde da mãe ou do bebê é considerada de risco. Nos casos mais graves, surgem doenças críticas que podem até mesmo levar a óbito. Há situações em que mesmo a gestante seguindo as recomendações médicas adequadamente, a doença pode evoluir de modo insatisfatório comprometendo desenvolvimento do bebê.

Por isso, é imprescindível manter o acompanhamento com um profissional qualificado de modo que, qualquer possível complicação seja detectada precocemente e a grávida siga as recomendações médicas adequadamente.

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Quais são as principais causas?

Diversos fatores podem estar relacionados a uma gravidez de risco. A idade da gestante é um deles, sendo que normalmente as adolescentes (até 17 anos) e as mulheres com mais de 35 anos constituem as faixas etárias de maior risco.

É possível perceber, além disso, a existência de alguns fatores que praticamente condicionam o surgimento de uma gravidez de risco. Eles estão ligados a doenças preexistentes ou maus hábitos. Veja alguns deles!

Diabetes gestacional

Uma das principais causas de risco na gestação é o desenvolvimento de diabetes gestacional. Os médicos ainda não têm um consenso sobre a causa da doença , já que ela pode se manifestar mesmo em pessoas saudáveis. No entanto, sabe-se que, em muitos casos, alguns hormônios produzidos pela placenta bloqueiam a ação da insulina. Como essa substância é necessária para diminuir a quantidade de açúcar no sangue e, nesse caso, está em falta, a glicose fica alta.

Alguns sintomas característicos são: mal-estar, cansaço, sede e vontade frequente de urinar. Na maioria dos casos, ela aparece perto do 3º trimestre da gravidez e desaparece depois do parto. Além disso, mulheres que já tiveram o diabetes em gestação anterior têm maior probabilidade a desenvolvê-la novamente na próxima.

O problema é sério, pois, quando não tratado, pode ocasionar alguns riscos para a mulher e para o bebê, como: parto prematuro, rompimento da bolsa amniótica antes do tempo, pressão alta na gestante. Já o bebê pode ter peso acima da média, hipoglicemia no pós parto ou propensão a desenvolver diabetes no futuro.

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Por isso, mesmo que a mulher não apresente os sintomas característicos, é de praxe o obstetra solicitar alguns exames de glicemia em jejum ou da curva glicêmica, a fim de verificar indícios da doença.

O tratamento dependerá dos valores de glicose no sangue. Certas situações exigirão o uso de remédios. Para outras, bastará alimentação saudável e controlar a glicemia por meio de um aparelho, em casa. Para a prevenção, uma alimentação adequada e a prática de atividades físicas são indicadas. Algumas formas de garantir uma dieta nutricional equilibrada são: alimentar-se de 3 em 3 horas e evitar doces, frituras, refrigerantes e carboidratos de alto índice glicêmico.

Hipertensão

A pressão alta é identificada quando apresentados índices maiores que 140/90mmHg. A alimentação inadequada, a genética e a má-adaptação da placenta estão entre as causas da hipertensão. Os riscos costumam ser maiores para mulheres que engravidaram pela primeira vez após os 35 anos de idade. A obesidade e o diabetes também aumentam as chances de desenvolver a condição.

Seus sintomas mais característicos são dor de cabeça, visão embaçada, fotossensibilidade e inchaço no corpo. O tratamento pode ser feito com remédio e cuidados na rotina, como ingerir mais água e repouso. Reduzir a quantidade de sal nos alimentos também será primordial.

Os riscos são sérios, podendo desencadear pré-eclâmpsia, aborto e convulsões. Por isso, em casos mais graves, a gestante costuma ser afastada do trabalho ou precisa ser internada para manter repouso e monitoramento constante dos sinais vitais.

Anemia

Outra condição para uma gravidez de risco é a anemia, que pode ser diagnosticada a partir do exame de sangue, causada pela queda dos níveis de hemoglobina. Os sintomas mais comuns são: cansaço, tontura, dor nas pernas, dor de cabeça, falta de apetite e queda de cabelo. A não reposição do nutriente faltante (ferro, vitamina B12, folato) pode afetar o desenvolvimento e o aporte de oxigênio do feto, podendo, nos casos mais graves, desencadear partos prematuros e até mesmo aborto.

Para evitar e/ou tratar a anemia, a gestante deve consumir alimentos com fonte de ferro e vitaminas. É possível que o médico recomende suplementação por meio de cápsulas, já que é necessária uma reposição relativamente rápida.

Uso de drogas, incluindo álcool e cigarro

Há anos existem estudos sobre a interferência dessas substâncias durante a gestação e, apesar de algumas pesquisas indicarem resultados controversos, outras apontam para consequências negativas, como malformação fetal, microcefalia, baixo QI, hiperatividade, problemas de visão, de audição e de coordenação motora. A criança ainda pode nascer dependente da droga que a mãe usava durante a gravidez.

É importante saber que mesmo que o bebê não aparente ter alguma sequela durante o nascimento, nada garante que a nicotina, o álcool ou outra substância tenham afetado a parte cognitiva. Existem situações em que a sequela só é percebida anos depois, durante a fase escolar, quando a criança apresenta dificuldades de aprendizagem.

Gestação múltipla

Algumas manifestações, como o parto prematuro, anemia e pré-eclâmpsia são mais comuns em gestações com mais de um bebê, por isso a gestante deve ter atenção. O acompanhamento com obstetra tende a ser mais rigoroso, assim como os exames solicitados durante o pré-natal. A quantidade de líquido amniótico, por exemplo, deve ser monitorada com frequência.

Além dessas condições citadas, outras também são perigosas, como:

  • hepatite;
  • doenças sexualmente transmissíveis;
  • consumo de medicamentos sem prescrição médica;
  • baixa imunidade;
  • obesidade ou desnutrição (IMC abaixo de 18,5 ou acima de 35);
  • problemas em gestações anteriores etc.

Existem sinais que indicam gravidez de risco?

É claro que cada caso é único e requer avaliação de um médico especializado, contudo, a frequência de alguns sintomas pode indicar uma situação que precise ser melhor e diretamente acompanhada pelo médico e pela gestante, por exemplo:

  • sangramentos;
  • tonturas, fraquezas e desmaios;
  • inchaço exagerado;
  • aceleração cardíaca repentina;
  • dores na hora de urinar;
  • sentir contrações antes do tempo;
  • ter muita dificuldade para caminhar, entre outros.

Isso quer dizer que, ao perceber alguns desses sinais, é essencial que a gestante procure ajuda o quanto antes para avaliar suas condições de saúde e tratar possíveis disfunções.

Alguns outros sintomas, como dor nas costasenjoo e prisão de ventre, são mais comuns nessa fase, mas também devem ser informados ao médico, para que ele dê as orientações mais apropriadas.

Que consequências uma gravidez de risco pode trazer para a mãe e para o bebê?

Isso vai depender muito da patologia que foi diagnosticada. As consequências podem variar bastante, atingindo somente a grávida, somente a criança ou ambos.

Em algumas situações mais brandas, o repouso e o acompanhamento mais próximo do médico já são capazes de garantir maior tranquilidade e evitar piores consequências. Mas há também a chance de o bebê nascer prematuramente, apresentar malformação, adquirir doenças e ter o seu desenvolvimento comprometido.

Mas há também a chance de o bebê nascer prematuramente, apresentar malformação, adquirir doenças e ter o seu desenvolvimento comprometido — isso quando o pior não acontece e a gravidez é interrompida, ocorrendo uma fatalidade com o feto ou a mãe.

A escolha do tipo de parto também costuma sofrer consequências por ser uma gravidez de risco ou não. Apesar de nem sempre haver necessidade de se fazer uma cesariana, é preciso conversar muito com o obstetra e tomar todos os cuidados caso a mulher queira tentar um parto vaginal.

Como exemplo, quando a gestante é adolescente, há maior risco de má nutrição do bebê, aborto espontâneo, parto prematuro etc. O mesmo acontece quando a mulher já passa dos 35 anos, incluindo o fato de que algumas alterações são mais frequentes — como o nascimento de crianças com síndrome de Down.

Já quando ela é fumante, existem ainda os efeitos negativos para o sistema cardiovascular do bebê, além dos prejuízos causados para a sua saúde em geral. Logo, a melhor recomendação é que a mulher que fuma (ou tem outros hábitos, como a dependência alcoólica) deve se preparar com antecedência antes de engravidar.

Dica: Exames de pré-natal: saiba quais são e quando fazer!

As crises de abstinência durante a gestação podem ser preocupantes, por isso é melhor que o organismo esteja limpo e desintoxicado para conceber uma nova vida. Diante dessa e de outras situações, há muitos médicos que recomendam que o pré-natal comece antes mesmo da gravidez, para prevenir diversos problemas.

Não podemos esquecer que uma gravidez de risco pode gerar ainda reações psicológicas, como problemas emocionais que resultem em um quadro depressivo e perigoso para a saúde. Existem até mesmo histórias de mães que criam uma certa rejeição ao filho, problema arrastado ao longo da vida.

Portanto, fica claro que qualquer dessas consequências deve ser evitada, seja grave ou não. O ideal para qualquer gestação é que esse período seja de tranquilidade e bem-estar.

Alguns hábitos e atitudes podem proporcionar uma experiência mais gostosa e segura tanto para você quanto para o seu bebê. Confira no banner abaixo:

Como prevenir a situação?

A prevenção deve ser a prioridade, já que ela é bem menos custosa — em todos os sentidos — para a mulher e o bebê. Algumas formas de agir em prol da segurança maior são as seguintes.

Visitando o obstetra regularmente

A melhor recomendação — para toda gravidez, de risco ou não — é fazer um bom pré-natal. Encontrar um ginecologista de confiança, fazer os exames indicados e seguir todas as orientações médicas é essencial para preservar a saúde da criança e da mãe.

Portanto, em nenhuma hipótese esse cuidado deve ser dispensado. Sobretudo se houver sinais de que a gravidez pode ser de risco, é melhor aumentar a frequência das consultas e redobrar a atenção, seguindo todas as recomendações médicas.

Adquirindo hábitos saudáveis

Alguns hábitos também ajudam a ter uma gravidez mais saudável, como manter uma alimentação equilibrada e nutritiva, fazer exercícios físicos com moderação, além de evitar a automedicação e o consumo de substâncias nocivas.

As refeições da gestante não precisam ser em grande quantidade, mas devem conter todos os nutrientes necessários para alimentar não só ela, como também o bebê em formação. Dito isso, a mulher precisará de vitaminas, minerais, proteínas, carboidratos, cereais, fontes de gordura boa etc. Isso tudo pode ser encontrado em alimentos naturais.

Vegetais verdes-escuro, por exemplo, contêm ácido fólico, essencial para a formação neurológica do embrião. O feijão contém ferro, que previne a anemia na gestação. Salmão e nozes têm o ômega 3, que ajuda na atividade cognitiva e proporciona benefícios ao sistema cardiovascular. Beber muita água é primordial para o bom funcionamento de todos os órgãos e para evitar desidratação.

Além de uma alimentação mais saudável proporcionar maior qualidade de nutrientes, isso ajuda a mulher a controlar o peso na gravidez e, assim, evitar condições adversas, como diabetes, obesidade e pressão alta.

Cumprindo as orientações recomendadas

Primeiro, procure um médico no qual você sinta confiança para tirar suas dúvidas e pedir orientações. Lembre-se de que ele acompanhará sua saúde durante toda a gestação e o parto. Isso é importante para que você consiga seguir as recomendações e restrições, sem receios.

É comum o obstetra querer passar suplementos para complementar, mais facilmente, a dieta nutricional. Isso porque nem sempre a pessoa consegue ingerir diariamente a quantidade recomendada para ela e a criança. Em alguns casos, ele pedirá que a mulher evite atividades físicas, em outros aconselhará a fazer. Se for indicado repouso absoluto, siga a orientação. E sempre questione, caso você não concorde, mas evite tomar decisões que possam colocar você e o bebê em risco maior.

Uma gravidez de risco, ainda que seja uma circunstância angustiante para a mãe, pode ter um final favorável e saudável, se forem tomadas as precauções necessárias. Lembre-se de que todo cuidado é importante para garantir o bem-estar seu e do bebê.

Se você gostou do artigo, aproveite e leia o próximo texto, que dá muitas dicas sobre o que levar para a maternidade para garantir seu conforto!

Categorias: Gravidez , Saúde na gravidez

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